Ministro da Austrália dá visto humanitário para jogadoras da Seleção Feminina do Irã - Reprodução/X/Tony_Barker
Mais três jogadoras da Seleção Feminina de Futebol do Irã pediram para retornar ao país de origem. Elas se juntaram a outra atleta, que pediu o cancelamento do visto humanitário, no fim da última semana. As atletas haviam recebido asilo da Austrália, país sede da Copa da Ásia, competição que a equipe iraniana estava participando.
No total de seis atletas e uma membro da comissão técnica estavam no país da Oceania depois da eliminação do Irã na fase de grupo. As mulheres temiam pela segurança tanto pela guerra no Irã, contra os Estados Unidos e Israel, quanto pelas represálias que poderiam sofrer após não cantarem o hino nacional do país na primeira rodada.
De acordo com o Ministro da Administração Interna Tony Burke, o governo australiano dá às jogadoras oportunidades para discutir opções, repetidas vezes. Mesmo assim, as atletas preferiram se juntar ao restante da equipe para retornar ao Irã. As informações são da imprensa australiana.
Jogadoras de futebol do Irã ganham visto humanitário da Austrália – Reprodução/X/Tony_Barker
Mais três jogadoras da seleção feminina de futebol do Irã, que haviam recebido asilo na Austrália por temerem por sua segurança, decidiram retornar ao seu país de origem.
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O Ministro da Administração Interna, Tony Burke, afirmou que “as jogadoras receberam repetidas oportunidades para discutir suas opções”, mas que agora elas se juntarão ao restante da equipe no retorno ao Irã.
Campanha e preocupação com a segurança
A Seleção Feminina do Irã perdeu os três jogos que disputou na Copa da Ásia, pelo grupo A. O primeiro jogo, contra a Coreia do Sul, terminou em 3 a 0, mas o que chamou atenção foi o silêncio das jogadoras durante a execução do hino nacional.
O possível protesto teria causado revolta no país. O apresentador Mohammad Reza Shahbazi, da TV estatal iraniana, alegouque as jogadoras eram traidoras e mereciam punições severas, de acordo com informações da Al Jazeera.
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”Traidores durante tempos de guerra devem ser tratados mais severamente”, disse Mohammad Reza Shahbazi, apresentador, segundo a Al Jazeera. ”Qualquer um que tome medidas contra o país sob condições de guerra deve ser tratado com mais rigor. Como esse caso da nossa Seleção Feminina não cantar o hino. Essas pessoas precisam ser tratadas severamente”, concluiu.
Sara Didar em campo – Reprodução/Instagram
Na segunda partida, as australianas, donas da casa, golearam a Seleção do Irã por 4 a 0. A terceira rodada aconteceu no último domingo (8), quando a equipe iraniana foi desclassificada após perder por 2 a 0 das Filipinas.
No dia 10 de março, o governo da Austrália concedeu asilo para cinco jogadoras da Seleção Feminina do Irã. Alguns dias depois, mas uma jogadora e uma integrante da comissão técnica do país também pediram visto humanitário.
Jornalista pós-graduada em Comunicação Integrada e Marketing, atua no digital há mais de 17 anos como repórter e editora. No Portal iG há cinco anos, escreve para Baixada Santista e Esportes. Mãe de primeira viagem do pequeno Otto, assim como as Sereias da Vila, o escritório é na praia!