Uma ocorrência entre um policial militar e um torcedor do Palmeiras gerou repercussão entre a torcida alviverde. O jogo, válido pelo Brasileirão Feminino, aconteceu na última segunda-feira (30), na Arena Barueri.
Leia também: Dupla marca estreia do Palmeiras na seleção venezuelana
Entenda o caso
Segundo os registros compartilhados nas redes sociais, durante a partida, a Polícia Militar abordou um torcedor palmeirense na arquibancada. As imagens mostram o momento em que a aproximação evoluiu para o confronto físico.
Com a escalada da tensão, os torcedores que acompanhavam a cena começaram a se manifestar contra a ação policial, em defesa do torcedor.

O que a Polícia Militar diz
Em resposta ao Campo Delas, do iG, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo disse que a Polícia Militar analisa as imagens e os procedimentos adotados pelos oficiais durante a ocorrência. Além disso, a SSP-SP informou que o torcedor foi detido após ofender jogadoras e apresentar comportamento inadequado. O homem em questão, ainda de acordo com a SSP, reagiu e, portanto, teve que ser imobilizado. Por fim, a Secretaria de Segurança Pública ressaltou que não compactua com excessos ou desvios de conduta.
“A Polícia Militar analisa as imagens e os procedimentos adotados na ocorrência. Um homem foi detido após ofender atletas e apresentar comportamento inadequado durante o campeonato feminino na segunda-feira (30), no Estádio Arena Crefisa, em Barueri. Ele reagiu à abordagem da equipe, sendo necessário o uso de técnicas de imobilização. A instituição reforça que não compactua com excessos ou desvios de conduta, punindo com rigor todos os casos”, disse a SSP-SP.
Reação da torcida
O vídeo da abordagem percorreu as redes sociais, causando polêmica entre os torcedores sobre a necessidade ou a forma da abordagem. Em entrevista para o Campo Delas, Letícia Pigari, integrante da torcida PorcoÍris, comentou o caso.
“A gente viu agora, no jogo do feminino passado contra o Flamengo, que teve um caso de violência da polícia contra um torcedor, e aí a própria equipe que tá dentro do estádio, fazendo o trabalho de segurança, não passa isso pra gente, porque a gente fica com medo de levar um esporro, de levar um xingo. A gente tá ali única e exclusivamente para torcer, não tá ali pra fazer arruaça nem nada do tipo. Obviamente, alguns passam um pouco, mas não é uma regra”, disse a torcedora.

O Campo Delas entrou em contato com o coletivo Palmeiras Antifascista, responsável pela publicação dos vídeos da confusão nas redes sociais, mas não obteve resposta até o momento da publicação desta reportagem.

