A Ferroviária voltou a empatar pelo Campeonato Brasileiro Feminino. Após um 0 a 0 contra o Grêmio na Fonte Luminosa, a Locomotiva foi até a baixada santista e igualou o placar em 1 a 1 contra o Santos. Apesar de ter saído a frente no marcador, as Guerreiras Grenás acabaram tomando o empate. Entretanto, para o treinador Leonardo Mendes, é importante pontuar em uma competição que vai ser decidida no detalhe.
Intuito era a vitória

Em coletiva pós-jogo, o comandante afeano falou sobre a partida. De acordo com Leonardo Mendes, o objetivo da equipe era buscar o triunfo, mesmo jogando fora de casa. Porém, o técnico valorizou o ponto conquistado e falou das oportunidades criadas pelas atletas.
“Mesmo jogando fora de casa, nós viemos em busca da vitória. Tentamos pressionar e propor o jogo mais que o Santos, principalmente no primeiro tempo. No segundo o jogo fica um pouco mais caótico pelo nível de tensão. Eu tenho falado que os jogos tem gerado clima de decisão e final, de tudo ou nada, porque qualquer ponto dentro da competição pode fazer tanta diferença e pra gente, que estamos ali dentro, acaba gerando esse clima. Nós gostaríamos de ter pontuado mais, mas pela situação, por ser um concorrente direto, é importante não perder esses jogos. É um campeonato que vai ser decidido ali por muito pouco quem estará entre os oito e quem vai ficar de fora. Então, o importante é somar os pontos. Num dia que você não vence, pelo menos você não deixa ser adversário fazer mais pontos”, declarou.
LEIA MAIS: Bragantino e Bahia buscam vaga no G-8, saiba onde assistir
Correção na segunda etapa

No primeiro tempo, a Ferroviária sofreu com as investidas santistas pelo lado esquerdo, principalmente com Evelin Bonifácio. A atleta do Santos deu muito trabalho para o setor direito da defesa afeana. Mendes contou que usaria a parada no primeiro tempo para correções, porém o gol saiu segundos antes.
“Na verdade já sabíamos que teria uma parada aos 30 minutos e a gente tava tudo ajustado para fazer isto nesta pausa. Faltavam ali 15 a 20 segundos, se saísse a bola, conseguiríamos ajustar, mas no mesmo lance saiu o gol. No intervalo nós conversamos. Era uma vantagem para elas, porque nossa lateral estava amarelada. Mas no segundo tempo nós conseguimos, não só por ali, mas fazer com que a bola chegasse menos do que chegou no primeiro tempo, para que não levasse tanto perigo para nós. O Santos, no segundo tempo, teve apenas duas finalizações e nos acréscimos. Tivemos um volume grande de criação e arremates, e fizemos esse ajuste do lado direito”, falou.
Postura distinta

Questionado, também, sobre a mudança de estratégia no segundo tempo, o técnico grená explicou que o motivo foi pela mudança de postura do adversário.
“O Santos muda o comportamento e começa gerar outros espaços, subir com mais jogadoras para fazer a pressão. E quando isso acontece, existe outro tipo de vantagem para gente tentar explorar. Não vou abrir todas, mas a profundidade é uma que buscamos utilizar. Então, as jogadoras tem que se adaptar rápido ao contexto que o jogo está exigindo e não ter só uma opção”, finalizou.
