O Palmeiras é uma das equipes com maior número de atletas estrangeiras no elenco no Futebol Feminino. A diversidade de nacionalidades no time alviverde contribui para a troca de culturas e diferentes escolas do futebol. Durante um bate-papo no Sesc Campinas, treinadora das Palestrinas, Rosana Augusto, e a historiadora Aira Bonfim comentaram sobre a integração das jogadoras à cultura brasileira e os desafios e impactos dos processos migratórios no esporte.
Nacionalidades no elenco do Palmeiras
Atualmente, a equipe conta com 8 jogadoras estrangeiras. Entre elas, está a goleira suíça, Natascha, que também é naturalizada brasileira e defende a Seleção Brasileira. Além disso, o elenco conta com as colombianas Kate Tapia, Ana Guzmán e Greicy; as venezuelanas Melanie Chirinos e Gellinot Reyes; a argentina Lorena Benítez; e a equatoriana Joselyn Espinales. Com um elenco formado por diferentes nacionalidades, Rosana comentou como funciona a organização dentro do clube e destacou a importância de receber as jogadoras da melhor maneira possível.
“Eu gosto muito. É um grupo muito heterogêneo e eu tento dar esse acolhimento principalmente para as estrangeiras, porque eu joguei fora por um tempo. Então, elas se sentirem em casa, a gente tem muito cuidado, tem coisas que elas não comem, por exemplo. O meu nutricionista vai entender e a gente vai colocar uma coisa que para elas interessa mais. […] Eu vejo que o ambiente no Palmeiras é fantástico. As atletas também, elas são muito tranquilas, é um grupo muito acolhedor”, destacou a técnica, durante bate-papo no Sesc Campinas.

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Intercâmbio
O Futebol Feminino brasileiro se tornou referência no continente sul-americano nos últimos anos. Assim, a modalidade passou a atrair atletas para os campeonatos brasileiros, que integram um calendário considerado um dos mais competitivos e estruturados do continente. Dessa forma, a presença de jogadoras, principalmente sul-americanas, é cada vez mais comum. Em 2025, por exemplo, o Brasileirão contou com 41 jogadoras estrangeiras atuando por suas equipes.
“Então, a gente vê uma presença de Equador, de Venezuela, de Chile, de Argentina, Uruguai, essa presença forte, e eu acho que um destaque a Colômbia, dando subsídio de alto rendimento, assim como nunca antes visto […] Acho que as desigualdades dentro do cenário do futebol feminino também vão se colocar dentro desse cenário sul-americano. Isso, falando sul-americano, não estou nem incluindo a América Central, que também tem muito mais dificuldade de profissionalizar suas jogadoras, de ter ligas fortes e de ter clubes que estejam, de fato, comprometidos com a construção da modalidade”, comentou a historiadora Aira Bonfim.

