A Polícia Civil do Rio Grande do Sul indiciou, nesta quarta-feira (15), a dirigente de Futebol Feminino do Grêmio, Bárbara Fonseca, por injúria racial contra um torcedor do Internacional. O caso aconteceu durante o clássico Gre-Nal pelo Brasileirão Feminino, no dia 28 de março.
O caso
O episódio aconteceu no dia 28 de março, no Estádio Sesc Protásio Alves, em Porto Alegre, durante o Gre-Nal pelo Brasileirão. De acordo com o torcedor do Internacional, a dirigente do Grêmio teria proferido insultos racistas, como “sai, filho da p****, macaco filho da p****”.
Ainda na noite do ocorrido, a vítima registrou boletim de ocorrência, e após os depoimentos, a 3ª DPPA de Porto Alegre liberou os envolvidos em razão da divergência nas versões.

Investigação
Por meio de nota oficial ao Campo Delas, a Polícia Civil detalhou a investigação que gerou o indiciamento de Bárbara Fonseca (confira na íntegra abaixo).
De acordo com a investigação da Polícia Civil, conduzida pela Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância (DPCI), os agentes ouviram 11 pessoas ao todo, incluindo a vítima, a indiciada e outras três testemunhas que afirmaram ter presenciado as ofensas. Além disso, as imagens das câmeras do estádio também foram analisadas, mas não registraram o momento do ocorrido.

Nota Polícia Civil
“Na data de hoje, 15/04/2026, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio da Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância (DPCI), concluiu investigação e indiciou uma executiva de futebol pela prática do crime de injúria racial contra um torcedor adversário.
O caso ocorreu no dia 28 de março, no estádio Sesc Protásio Alves, em Porto Alegre, durante a partida válida pela quinta rodada do Brasileirão Feminino. Após a vitória do Grêmio por 2 a 1, a dirigente proferiu ofensas raciais contra um torcedor adversário.
Ao longo da investigação, foram ouvidas 11 pessoas, incluindo vítima e indiciada. Três testemunhas confirmaram terem ouvido as ofensas raciais. As imagens das câmeras de segurança foram coletadas, porém não captaram o fato.
O indiciamento ocorreu pelo crime de injúria racial, previsto no Art. 2º-A da Lei 7.716/89. O procedimento foi remetido ao Poder Judiciário para adoção das medidas legais cabíveis.”
Posicionamento do Grêmio
Em resposta ao Campo Delas, o clube gaúcho reforçou o apoio e a convicção na versão da dirigente.
“O Departamento Jurídico do clube acompanha os desdobramentos do caso, prestando o suporte institucional e observando, em toda a sua atuação, o respeito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa. O clube reitera sua convicção na versão apresentada pela executiva de que não houve ofensa racial em nenhum momento. O clube confia que as autoridades competentes promoverão a completa elucidação dos fatos, com estrita observância das garantias legais e processuais”, diz a nota do Grêmio.
