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Home » Últimas notícias » Futebol Feminino: racismo e ameaças marcam jogo de Fut7 em São Paulo
Futebol

Futebol Feminino: racismo e ameaças marcam jogo de Fut7 em São Paulo

Atualizado em: 28/11/2025 16:08
Mônica Basile
7 Min de Leitura
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Reprodução/Instagram/Pega no Tranco/ Playball

As jogadoras de um time amador foram vítimas de racismo e ameaças durante a semifinal de uma copa de Fut7, em São Paulo. A partida e Futebol Feminino foi marcada pelo episódio e as vítimas pedem posicionamento da organizadora e justiça contra à violência que sofreram em campo. Um Boletim de Ocorrência sobre o fato foi registrado na Polícia Militar.

O caso ocorreu no último domingo (23) em um campo de futebol Society no jogo entra o Pega no Tranco e Guerreiras do Pomar. As equipes fazem parte da Série A do torneio de Futebol Feminino.

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A partida terminou em 2 a 0 para o Pomar, que disputará o título contra o Corinthians, no próximo dia 14 de dezembro.

Nas imagens, obtidas pelo Campo Delas, do Portal iG, é possível ouvir os gritos de ‘macaca’, ‘gorda’, e as ameaças físicas às jogadoras do Pega no Tranco, equipe da Zona Sul paulista.

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Posicionamento do time Pega no Tranco

De acordo com a técnica da equipe vítima do crime de racismo, a Analista Financeira Giulianna Maselli, os xingamentos vieram da torcida adversária e duraram praticamente um tempo inteiro da partida.

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“As agressoras estavam filmando e gritando contra nossas jogadoras, foi do apito inicial até o apito final, em torno de 50 minutos de xingamentos. Os vídeos foram gravados e publicados pela equipe do Pomar, que mais tarde foi retirado do ar”, disse em entrevista ao Campo Delas.

Reprodução/Instagram/Pega no Tranco/ Playball

As imagens mostram que as atletas avisaram o árbitro da partida, mas de acordo com Maselli, nada foi feito.

“Em um dos vídeos dá para notar a jogadora do Guerreiras do Pomar interagindo com a agressora, e no mesmo vídeo a atleta do nosso time mostrando para o juiz de onde vinham as ofensas. Em outro momento do jogo nossa capitã e goleira alerta a arbitragem, que nada fez e o jogo seguiu”, afirma.

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A treinadora alega ainda que a agressora é conhecida do time adversário. A equipe registrou o ocorrido junto à Polícia.

“Em vídeo o representante da equipe fala que a agressora não faz parte da torcida, mas ela é namorada de uma das jogadoras, até o presente momento o time não disponibilizou o nome completo dela para que eu pudéssemos incluir no Boletim de Ocorrência já feito pelo nosso time”.

O Pega no Tranco acionou a Justiça para formalizar a denúncia e está com amparo jurídico para responsabilizar as agressoras.

“Por se tratar de crime, estamos apurando com duas advogadas as medidas legais, e também esperando o resultado da investigação que a Playball nos informou que está sendo feito com o corpo jurídico. Estamos aguardando a resposta final da organização para que a justiça seja feita”.

Reprodução/Instagram/Pega no Tranco/ Playball

O Pega no Tranco tem dois anos de existência, e até o momento conquistou a Copa do Brasil Fut7, Copa Playball Série B e participaram da Libertadores da América de Fut7.

Presidente do Guerreiras do Pomar se pronuncia sobre o ocorrido

Em entrevista exclusiva ao Campo Delas, o presidente das Guerreiras do Pomar, falou sobre o ocorrido. Rodrigo Camillo lamentou o que aconteceu na partida.

“Meu time tem cinco anos de história e nunca passamos por isso. A torcedora que cometeu o crime não faz parte da torcida do time, e se ela é namorada de alguma jogadora do time eu não sei, pois não me envolvo na vida pessoal das atletas”, explica o microempresário.

Ele explica que ficou sabendo das injúrias somente após o jogo, e que teria pedido a paralisação.

“Nós só tomamos conhecimento do ato de racismo depois com o vídeo. Dentro do campo não dava para eu ouvir, se eu estivesse ouvido teria parado o jogo e teria tomado a decisão contra o crime imediatamente. Nem as jogadoras ouviram porque elas me conhecem e, se tivessem ouvido, teriam me falado e eu chamaria as autoridades e a organização imediatamente”, relata.

As Guerreiras do Pomar são campeãs da Copa Dap Best Ball e da 3ª Copa Arena do Juiz. Além dos vice-campeonatos do Paulista Regional e da Copa Malwiil.

“Meu time é composto de 95% de jogadoras negras, não toleramos racismo. É inadmissível e o que ocorreu”, completa.

Reprodução/Instagram/Pega no Tranco/ Playball

O que fala a empresa organizadora do torneio

A Copa de Fut7 é organizada pela empresa Playball, que tem quadras nos bairros Pompeia e Ipiranga, na capital paulista. Confira abaixo a nota na íntegra da empresa.

“A Playball repudia de forma absoluta qualquer ato ofensivo, discriminatório ou violento. Temos histórico claro de medidas firmes para coibir esse tipo de conduta e garantir um ambiente seguro e respeitoso.

Não fomos coniventes com o episódio relatado na partida entre Pega no Tranco e Guerreiras da Pomar. A acusação não condiz com a postura adotada pela Playball ao longo de sua trajetória no esporte amador.

O vídeo enviado mostra o conteúdo da ofensa, porém a arbitragem informou que não foi possível identificar a origem no momento do jogo. Se houvesse identificação imediata, a partida teria sido paralisada — como já ocorreu em outras oportunidades, inclusive no dia anterior com a mesma árbitra.

Seguimos analisando as imagens e relatos, junto à arbitragem e ao setor jurídico, para definir as medidas cabíveis, conforme regulamento — que prevê responsabilização de equipes quando torcedores forem devidamente identificados.

Reafirmamos nosso compromisso com um esporte seguro, inclusivo e justo. Buscar a verdade com justiça sempre foi, e sempre será, o lado da Playball”.

TAGGED:amstelFut7futebol femininoplayballRacismo
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Mônica Basile
PorMônica Basile
Jornalista pós-graduada em Comunicação Integrada e Marketing, atua no digital há mais de 17 anos como repórter e editora. No Portal iG há cinco anos, escreve para Baixada Santista e Esportes. Mãe de primeira viagem do pequeno Otto, assim como as Sereias da Vila, o escritório é na praia!
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