As escolhas de Emily Lima para o clássico contra o Palmeiras também foram tema da entrevista coletiva após a derrota do Corinthians, pela quinta rodada do Paulistão F. Questionada sobre as ausências de jogadoras importantes, a utilização de jogadoras com menos minutos e a disputa por posições no elenco, a treinadora afirmou que todas as decisões foram tomadas pensando na condição física das atletas e no desempenho apresentado durante os treinamentos.
“Todo mundo faz falta para o elenco. A gente tem esse controle de carga, precisa respeitar o limite da atleta. Vínhamos de uma intertemporada e já pegamos dois jogos muito fortes contra a Ferroviária. A gente estava sujeito a isso, como a outra equipe também”, disse a técnica.
Mesmo sem contar com nomes importantes como: Duda Sampaio, Andressa Alves, Lelê, Érika e Ana Vitória, a comandante avaliou que as jogadoras escolhidas para iniciar o Derby Paulista corresponderam ao que a comissão técnica esperava.
“Acredito que as atletas que entraram em campo entregaram. Elas não deixaram a desejar em nada. Infelizmente estou falando isso com o placar de 1 a 0 contra a gente, mas, dentro da nossa avaliação, elas responderam muito bem.”
Mudanças buscaram manter intensidade
Durante a entrevista, Emily também explicou as alterações feitas ao longo da partida. Segundo a treinadora, algumas atletas foram substituídas por desgaste físico, enquanto outras precisaram atuar em funções diferentes para manter a intensidade da equipe.
Ela citou o caso da volante venezuelana Day Rodríguez, que começou a partida, mas já demonstrava desgaste na segunda etapa.
“A Day fez um grande jogo, mas entendíamos que faltava ajuste no segundo tempo. Ela já não conseguia se deslocar com a intensidade que um jogo desse pede. Ela falava: ‘Prof, eu estou cansada, mas vou tentar encaixar'”, contou a técnica do Corinthians.
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Emily também explicou que precisou adaptar algumas jogadoras durante o clássico para reorganizar o time.
“A Carol [Nogueira] é muito mais extrema, muito mais jogadora de última linha. Hoje trouxemos ela para fazer a função da Ariel [Godoi]. Depois colocamos a Rhai [Rhaizza] para fazer a função da Jaquinha [Jaque Ribeiro] e deixamos [Gisela] Robledo e [Belén] Aquino na última linha para buscar velocidade.”
Na avaliação da técnica, o Corinthians conseguiu manter o ritmo após as substituições, mas perdeu parte da organização tática.
“A gente conseguiu intensidade, mas não organização. Muitas vezes a jogadora entra em uma situação de emergência e precisa resolver problemas em uma função diferente daquela que costuma fazer”, continuou ela.
Disputa por posição
Emily também respondeu sobre a concorrência no elenco e foi questionada sobre a utilização de atletas como Belén Aquino e Rhaizza. A treinadora negou que exista preferência baseada no nome das jogadoras e afirmou que o desempenho é o principal critério para definir a equipe.
“A hierarquia aqui é trabalho. Não é porque ela chama [Gabi] Zanotti, Jaque, Duda [Sampaio] ou Andressa [Alves]. Quem entregar e quem trabalhar mais vai ter oportunidade.”
A comandante explicou que Jaqueline segue vivendo um bom momento e, por isso, permanece como uma das principais opções da comissão técnica.
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“O rendimento da Jaquinha, na nossa visão, vem sendo adequado. A Rhai acaba entrando mais em situações de emergência. Ela é muito mais extrema do que meia, mas hoje precisávamos dela naquela função.”
Por fim, a treinadora reconheceu que a disputa por posição gera decisões difíceis para a comissão técnica, mas reforçou que todas as escolhas são feitas com base no que é apresentado diariamente.
“Às vezes não vai agradar vocês, às vezes não vai agradar as atletas, mas tem que agradar aquilo que a gente acredita e o que a gente pensa para o Corinthians.”
