Uma das maiores potencias do Futebol Feminino Sul-Americano, o Corinthians tem enfrentado um problema não muito bem conhecido pelo time: perder. Apesar de ser uma das grandes referências da modalidade brasileira para a América Latina e para o mundo – assim como aconteceu na Copa das Campeãs – a equipe alvinegra tem lidado um incômodo jejum de títulos.
Até aqui, as Brabas do Timão disputaram cinco torneios e conquistaram dois vice-campeonatos (Paulistão F, Supercopa e Copa das Campeãs). Além de amargar a eliminação nas oitavas de final da Copa do Brasil e na estreia do Teal Rising Cup 2026.
Além disso, o crescimento do Futebol Feminino pode ser um dos fatores que ajudam o aumento da competitividade de outras equipes. Porém, o que mais pode estar interfirindo?
Mudança de comando
Ainda em fevereiro deste ano, o Corinthians sofreu com uma mudança bem importante. O técnico Lucas Piccinato se despediu das Brabas do Timão após três anos. Depois de um período instável e segundo vice-campeonato seguido para o rival Palmeiras no Paulistão F, o comandante não suportou à pressão no cargo e foi desligado.
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A demissão de Piccinato deu espaço para a chegada da treinadora Emily Lima, que foi anunciada poucos dias depois de sua despedida, e desde então, está à frente do elenco. No comando do Corinthians, ela já soma 18 jogos, com 12 vitórias, um empate e cinco derrotas, somando o aproveitamento de 69%.
Reformulação do elenco
O adeus de algumas jogadoras também são fatores a serem levados em consideração. A despedida de Mariza, vendida para o Tigres, do México, também interferiu na qualidade defensiva das Brabas do Timão. Apesar da utilização de Thaís Ferreira – uma das zagueiras destaques da Seleção Brasileira Feminina, o Corinthians ainda sofre dificuldades na posição.
Além disso, o time passou por reformulação e perdeu a atacante Gabi Portilho, as laterais Yasmin e Letícia Santos, e as meias Ju Ferreira, Fernanda, Isabela, Mary Camilo, Carol Tavares e Eudimilla.
O que o Corinthians ainda tem pela frente?
Derrotado por 1 a 0 para a Ferroviária nas oitavas de final da Copa do Brasil, o Corinthians volta suas atenções à sequência do Campeonato Brasileiro Feminino, onde está na liderança na primeira fase, mas liga o alerta pela distância de apenas um ponto do rival Palmeiras.
O Paulistão F também vira ponto de atenção, já que apesar de estar na vice-liderança e diminuir vantagem significativa das Guerreiras Grenás ao vencerem no último confronto, terão de enfrentar novamente as Palestrinas em um clássico para lá de agitado na quinta-feira (29).
O Corinthians também defende o título da Libertadores em outubro. A equipe é hexacampeã ao levantar a taça nos anos de 2017 (em parceria com o Audax), 2019, 2021, 2023, 2024 e 2025.
Próximo compromisso
Agora, as Brabas do Timão voltam a campo no domingo (26), às 11h (horário de Brasília), quando enfrentam o Vitória pelo Brasileirão Feminino. O duelo acontece no estádio do Canindé, em São Paulo (SP).

