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Home » Últimas notícias » Quem é Renée Slegers, técnica do Arsenal campeã mundial diante do Corinthians
Futebol

Quem é Renée Slegers, técnica do Arsenal campeã mundial diante do Corinthians

Da base como jogadora à prancheta, Renée Slegers construiu uma trajetória de resiliência até comandar o Arsenal ao topo do mundo

Aline Campanhã
9 meses atrás
4 Min de Leitura
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Renee Slegers, técnica do Arsenal - Divulgação Getty Images/Arsenal

Quando o apito final soou e o Arsenal venceu o Corinthians por 3 a 2 para conquistar a Copa das Campeãs da FIFA, não era só um título mundial que estava sendo escrito. Era o ponto mais alto de uma trajetória que começou muito longe dos holofotes e muito perto dos sonhos.

À beira do campo, Renée Slegers não gritava. Não corria. Não fazia gestos teatrais. Como quase sempre, ela observava. Com calma e controle. Com a mesma serenidade que a acompanha desde os tempos em que era apenas uma adolescente tentando se encontrar no futebol.

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Aos 17 anos, em 2006, Slegers entrou na base do Arsenal. Jogou pouco, fez só uma partida no time principal e saiu no ano seguinte. Naquela época, o clube acabava de ser campeão europeu. Ela mal imaginava que, anos depois, voltaria não como jogadora, mas como a mulher que levaria o Arsenal de volta ao topo da Europa… e agora, do mundo.

Arsenal levanta a taça de campeão do mundo – Reprodução Instagram @arsenalwfc

A carreira dentro de campo terminou cedo. Uma grave lesão no joelho, em 2016, encerrou o sonho de jogar futebol no auge. Enquanto a Holanda se preparava para vencer a Euro no ano seguinte, Renée estava fora. Não foi o final que ela planejou. Mas foi o começo de outro.

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“Ela sempre foi muito inteligente”, diz quem jogou ao seu lado. Inteligente não só no jeito de passar ou ocupar espaços, mas na forma de entender o jogo e as pessoas. Estudou comunicação, pensou em seguir outro caminho, mas o futebol chamou de novo. Dessa vez, com prancheta, não com chuteiras.

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Se encontrou como técnica

A jornada como treinadora começou na Suécia. Passou por equipes menores, base, seleção sub-23, time B. Até chegar ao Rosengård. Lá, virou técnica principal e ganhou dois campeonatos suecos seguidos. Foi ali que Jonas Eidevall, então técnico do Arsenal, ligou. Queria levá-la para Londres. Primeiro para desenvolver jogadoras. Depois, para ser sua auxiliar.

Quando Eidevall deixou o clube em outubro, o Arsenal estava instável. Quinto lugar na liga. Slegers assumiu interinamente e mudou tudo. Vieram 10 vitórias em 11 jogos. O time voltou a acreditar. As jogadoras voltaram a sorrir. E ela virou técnica efetiva em janeiro de 2025.

Técnica do Arsenal, Renée Slegers comenta sobre Corinthians (Foto: divulgação/FIFA)

Quatro meses depois, levou o Arsenal ao título da Champions League pela primeira vez em 18 anos, batendo o Barcelona na final. E agora, em 2026, completa a obra: vence o Corinthians e coloca o clube no topo do mundo. Mas talvez o maior diferencial de Renée Slegers não esteja no quadro tático. Está no modo como ela se relaciona.

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“Ela vê todo mundo”, dizem as atletas. Sabe quem precisa de cobrança, quem precisa de silêncio, quem precisa de conversa. Escuta. Observa. Entende. Transforma. Não é uma técnica de frases prontas. É uma técnica de presença.

Além das quatro linhas

Fora do campo, Renée é simples. Gosta de plantar, reformar, cuidar da casa, estar com a família. Nada de personagem. Nada de pose. A mesma mulher que ergueu o troféu mundial é a que gosta de colher legumes no quintal. E talvez seja por isso que suas equipes joguem como jogam: com organização, mas também com alma.

TAGGED:ArsenalArsenal FemininoRenée Slegers
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Aline Campanhã
PorAline Campanhã
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Jornalista formada pela UNESP e apaixonada por futebol. No iG, conto histórias que vão além dos 90 minutos: bastidores, personagens, curiosidades e tendências do universo esportivo. Com passagens por rádios, portais e agências, atuando como repórter, social media e assessora de imprensa. E-mail: [email protected]
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