A presença de jogadoras colombianas no Futebol Feminino brasileiro tem crescido nos últimos anos e gerado impactos diretos dentro e fora de campo. Esse intercâmbio vai além das contratações, enquanto os clubes brasileiros se beneficiam da diversidade tática e qualidade das jogadoras, a Colômbia consolida o desenvolvimento da sua modalidade, inserindo atletas em um dos campeonatos mais estruturados e competitivos da América do Sul.
Leia também: Exclusivo: Santos vai receber delegação na Copa do Mundo de 2027
Brasil como polo do Futebol Feminino
O Brasil se tornou uma das maiores referências do Futebol Feminino Sul-Americano, com a força e competitividade do Campeonato Brasileiro, considerado uma das ligas com o calendário mais estruturado e com infraestrutura de treino e competição maior do que a média do continente. Dessa forma, o país atraiu diversas atletas estrangeiras para a modalidade.
Em 2025, 41 jogadoras estrangeiras atuaram no futebol brasileiro. Entre elas, 10 são colombianas, o que coloca o país em evidência não só pelo número de atletas, mas também pela rápida e consistente evolução da modalidade nos últimos anos.

Em entrevista com o Campo Delas, do iG, a goleira do Palmeiras e da seleção colombiana Kate Tapia destacou a importância do intercâmbio de jogadoras para o crescimento do futebol feminino.
“O futebol feminino no nosso país tem crescido graças ao investimento e ao interesse das autoridades. Para alcançarmos o top 10 nesse crescimento precisamos trabalhar juntos. E também acho importante que as jogadoras aqui no Brasil compartilhem suas experiências e vivências no futebol feminino para, aos poucos, diminuirmos as desigualdades”, comentou Kate Tapia.
Colômbia e o desenvolvimento do futebol
Na Copa América, em 2025 a Colômbia foi um dos destaques, com uma campanha vitoriosa, consolidando-se como uma das principais potências do continente. Dessa forma, a equipe chegou à final contra o Brasil. Na decisão, a partida foi marcada pelo equilíbrio e pelo alto volume de jogo, terminando empatada em 4 a 4 no tempo regulamentar. O título foi decidido nos pênaltis, com a vitória do Brasil por 4 a 3.
Além disso, o protagonismo colombiano também reflete nos clubes, com atuações de destaque em campeonatos internacionais. Com investimentos, principalmente nas categorias de base, os clubes passaram a alcançar maior organização interna e desenvolvimento das atletas, possibilitando campanhas consistentes e de alto nível em campeonatos continentais como a Libertadores.
“Nossos programas de base estão melhorando no nosso país e isso tem feito a diferença na contribuição para a exportação de talentos da Colômbia que temos visto nos últimos anos. Aqui no Brasil, os programas de base são muito fortes porque as federações e os clubes fazem um bom investimento. O Palmeiras é um exemplo de um projeto feminino forte e em crescimento, a cada dia nossas condições como atletas estão melhorando e estou feliz por fazer parte disso”, comentou Kate Tapia para o Campo Delas.

Desafios
Apesar dos avanços recentes, o futebol feminino sul-americano como um todo ainda convive com desafios, cenário que a Colômbia também enfrenta em seu processo de consolidação.
“Bom, é complexo para mim, sendo uma jogadora mais experiente, que acompanha desde os inícios do Futebol Feminino na Colômbia, saber que o Brasil está a nossa frente. Eu acredito que por muito, porque nós disputamos apenas uma liga por ano, um torneio que dura seis meses. Depois disso, se você não chega à final para garantir a vaga na Libertadores, fica sem jogar. É então que as jogadoras buscam a oportunidade de reforçar outra equipe, de ir atrás também de uma chance na Libertadores. Mas a ideia também não é que o meu país fique mal nesse sentido. Acho que tudo é progressivo, e o Brasil realmente está um pouco mais adiantado nesse processo. Espero que as coisas melhorem, porque há, de fato, boas jogadoras na Colômbia”, comentou a meio-campista do Corinthians, Paola Garcia em coletiva de imprensa do clube.

Copa do Mundo 2027
A realização da Copa do Mundo Feminina 2027 no Brasil representa um marco no desenvolvimento do futebol feminino na América do Sul. O torneio é a maior competição do calendário da modalidade e com a visibilidade, contribui para a ampliação dos investimentos e estruturas dos clubes e seleções do continente. Além disso, a competição acaba sendo uma grande vitrine internacional para que os países sul-americanos apresentem seus projetos e destaques.

A atleta Kate Tapia destacou a importância da Copa do Mundo no continente e as expectativas para a competição.
“Como atleta representando minha seleção, vivenciar uma Copa do Mundo na América do Sul é uma tremenda oportunidade de crescimento! É uma experiência completamente diferente e esperamos que o espírito latino-americano nos ajude a manter a taça aqui na América do Sul”, disse a goleira do Palmeiras, Kate Tapia, para o Campo Delas.

