Antes do início do jogo entre o Atlético-MG e Fluminense, nesta sexta-feira (1º), as jogadoras protestaram contra o racismo em partida válida pelo Brasileirão Feminino. Com os punhos cerrados, gesto universal de resistência e enfrentamento à discriminação racial, as atletas se posicionaram em campo contra um caso recente no torneio nacional.
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Na partida entre as Guerreiras do Fluzão e o Mixto, no Dutrinha (MS), o protocolo antirracismo foi ativado por contas de ofensas racistas contra a jogadora Keké, vindas de um torcedor que acompanhava a partida. O agressor ainda proferiu insultos homofóbicos contra a atleta.
O símbolo reforça a luta por respeito e igualdade dentro e fora das quatro linhas. As Vingadoras e as Guerreiras se enfrentam na Arena Jacaré (MG), pela nona rodada do Brasileirão.
Protocolo Antirracismo
A CBF implementou o gesto como parte do protocolo no futebol brasileiro em 2024. Para sinalizar ofensas racistas ou preconceituosas vindas de atletas, membros da comissão técnica ou torcedores, as jogadoras podem cruzar os braços à frente do peito, como um X, comunicando o incidente à arbitragem.
Dessa forma, após o sinal, a arbitragem deve aplicar um processo de três etapas, primeiro a paralisação da partida. Caso a ofensa continue, pode suspender a partida, e, se o abuso ainda persistir, pode encerrá-la, cumprindo a última etapa do protocolo.
