O Flamengo realiza, nesta quinta-feira (19), no jogo contra o Remo, no Maracanã, a primeira de uma série de mobilizações contra o racismo. O clube promoverá diversas ações ao longo dos próximos jogos de diferentes modalidades. Portanto, com a proximidade do dia 21 de março, data que marca o Dia Internacional da Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, jogadores e torcida se unem em um só gesto no combate ao racismo.
Primeiro ato no Maracanã
Na ação desta noite, no Maracanã, o clube promoverá uma mobilização dois minutos antes do início da partida. Assim, torcedores, jogadores e membros da comissão técnica ficarão de pé para reproduzir o gesto adotado pelos árbitros em casos de discriminação racial: braços cruzados à altura do peito, com as mãos espalmadas.

Quem não estiver no estádio também poderá participar. Sendo assim, pelas redes sociais, o torcedor usará a hashtag #nacaocontraoracismo e fará parte do movimento. Dessa forma, a iniciativa busca reunir o maior número possível de pessoas mobilizadas pela causa, explorando a expressão que define a torcida do Flamengo como Nação Rubro-Negra.

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Futebol Feminino e basquete na luta pela causa
Nesta quinta (19), as ações também acontecem na partida de basquete entre Flamengo x Pinheiros pela NBB. O jogo será realizado no Maracanãzinho e o Flamengo busca a liderança da competição. Portanto, as mesmas orientações que ocorrem no Maracanã valem para os presentes no estádio acompanhando a equipe conhecida como “Orgulho da Nação”.
Já na sexta-feira (20), as Meninas da Gávea entram em campo pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro Feminino contra o Cruzeiro. Assim, além de buscarem os três pontos e manterem a invencibilidade, as atletas também se mobilizarão no combate ao racismo. Recentemente, a atleta Gio Garbelini foi acusada de ter se referido de maneira preconceituosa à sua adversária Fatou Dembele, na semifinal na Copa da Rainha, na Espanha. A jogadora brasileira negou que tenha sido racista.
Compromisso institucional e com a sociedade
O Flamengo aprovou, em 2025, alterações no seu estatuto para combater o racismo e tornou a luta antirracista inegociável em todas as esferas do clube. As novas regras preveem penalidades graves, como suspensão e expulsão de sócios, além da demissão de funcionários que cometerem ou incentivarem atos racistas.

O clube também alinha essa agenda aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e integra o programa Futebol Pelos ODS’s, que reúne iniciativas globais, entre elas o combate ao racismo. A rainha Marta é uma das embaixadoras da ONU que apoiam as ODS no esporte.
