Marta Vieira da Silva, a Rainha Marta, completa 40 anos nesta quinta-feira (19). Ícone do esporte e consolidada como a maior jogadora de Futebol Feminino de todos os tempos, a alagoana de Dois Riachos, foi eleita seis vezes a melhor do mundo pela FIFA.

Seu reconhecimento e prestígio global, a levaram para uma missão que transcende o esporte. Em 2018 foi nomeada como Embaixadora da Boa Vontade da ONU Mulheres. Desde então, Marta lidera a defesa da igualdade de gênero e o empoderamento feminino. Sua trajetória, que começou driblando o preconceito no sertão, hoje ecoa como um símbolo de resistência e mudança social.
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Do Sertão Alagoano ao Topo do Mundo
A história de Marta emociona pela superação. Nascida em 19 de fevereiro de 1986, ela enfrentou a pobreza e a resistência de uma sociedade que via o futebol como “coisa de homem”. Aos 14 anos, viajou sozinha para o Rio de Janeiro em busca de um sonho. Da oportunidade no Vasco à conquista da última Copa América, a trajetória da Rainha do Futebol Feminino inspira tanto, que vai virar filme.

A Missão nas Nações Unidas
A simbologia de Marta no esporte e para mulheres levou a ONU a chamá-la para o time. Em 2018, a ONU Mulheres a nomeou como: Embaixadora Global da Boa Vontade para mulheres e meninas no esporte. Antes disso, ela já havia atuado por oito anos como embaixadora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Em 2019, o Secretário-Geral da ONU a nomeou como uma das Defensoras dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Onde passou a focar especialmente no ODS 5, que busca alcançar a igualdade de gênero. Marta não empresta apenas seu nome, ela participa ativamente de campanhas globais e carrega em sua imagem, inspiração para mulheres nas mais diversas camadas da sociedade.

Luta por Salários e Visibilidade
Uma das marcas de sua atuação na ONU é a campanha #GoEqual. Marta utiliza grandes eventos, como a Copa do Mundo, para protestar contra a disparidade salarial no esporte. Ela frequentemente atua sem patrocínios de chuteiras para destacar que marcas esportivas oferecem contratos menores para mulheres em comparação aos homens.

“Não quero ser uma exceção”, repete a atleta em seus discursos. Ela trabalha para que meninas ao redor do mundo tenham acesso à educação, saúde e oportunidades profissionais idênticas às dos meninos. O esporte, para ela, é a ferramenta principal desse empoderamento.


