A família da ex-jogadora Maddy Cusack, que jogava pelo Sheffield United, da Inglaterra, e morreu aos 27 anos, relembrou o dia em que a jovem celebrou por estampar o outdoor do estádio da equipe. A comemoração da atleta foi registrada nas redes sociais, em julho de 2021. A família criou uma fundação em memória de Cusack e ainda busca por Justiça.
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Três anos depois da morte, os familiares prestaram depoimentos no inquérito e também o ex-técnico da equipe. De acordo com a família de Maddy Cusack, ela sofria pressão do treinador.
A lembrança no Facebook da atleta, compartilhada no perfil oficial da fundação que leva o nome da jogadora, a atleta falou sobre como foi avistar a foto dela no outdoor.
“Incrível e surreal. Adorei participar do lançamento do novo uniforme do clube! Que sensação boa me ver na fachada do Bramall Lane”, escreveu em 19 de julho de 2021.
No texto, a família escreveu sobre o amor ao clube e o momento especial para a jovem.
“Há extamente cinco anos Maddy se juntava ao jogadores da time principal masculino na fachada do Bramall Lane. Um momento que a deixou extremamente orgulhosa. Ela amava o seu clube e demonstrou sua dedicação repetidas vezes. Um testemnho do tipo de pessoas e jogadora que Maddy foi e continua sendo”, diz o texto das redes sociais da Fundação.
Morte de Maddy Cusack
O pai da jogadora encontrou a jovem sem vida na casa dela, localizada na região de Horsley, no condado de Derbyshire, em setembro de 2023. Desde o primeiro momento, a polícia britânica declarou que a morte não envolvia circunstâncias suspeitas. Depois disso, por falta de um parecer sobre a causa da morte, o caso ganhou a mídia britânica, que investigou os bastidores da vida da atleta.
A imprensa britânica afirmou que Maddy convivia com uma forte pressão no vestiário e a jornada dupla, já que atuava também como executiva de marketing do Sheffield United. A mãe da jovem, Deborah Cusack, disse à época que a filha ganhava cerca de R$ 3 mil ao mês para defender a equipe inglesa dentro dos gramados.
Pressão dentro de campo
A família também relatou que a jogadora estava com problemas devido ao relacionamento profissional com o treinador da equipe, Jonathan Morgan. Ainda de acordo com os familiares, ela teria tido seu peso contestado e foi chamada de psicopata pelo técnico. A partir dessas informações, a Associação de Futebol da Inglaterra (FA) abriu investigação formal para apurar se a pressão no ambiente de trabalho teria sido o motivo da tragédia.

Jonathan Morgan continuou no Sheffield United até fevereiro de 2024, ou seja, cinco meses após a morte de Maddy. A imprensa inglesa apurou que a demissão aconteceu após surgirem boatos sobre o relacionamento do técnico com uma jogadora enquanto treinava o Leicester, time inglês.
A agência esportiva que gerenciava a carreira do treinador também reincidiu contrato após as denúncias de comportamento abusivo e intimidação. Morgan sempre negou os rumores. Durante o depoimento à Justiça britânica, disse que a relação com Maddy Cusack era ”normal” e negou qualquer má conduta com a jogadora.

