Após três anos da morte de Maddy Cusack, que jogava pelo Sheffield United, da Inglaterra, a Justiça iniciou os depoimentos do inquérito para apurar a causa da morte nesta segunda-feira (29). A atleta morreu aos 27 anos. Além da família, o ex-técnico vai depor.
O pai da jogadora encontrou a jovem sem vida na casa dela, localizada na região de Horsley, no condado de Derbyshire, em setembro de 2023. Desde o primeiro momento, a polícia britânica declarou que a morte não envolvia circunstâncias suspeitas. Depois disso, por falta de um parecer sobre a causa da morte, o caso ganhou a mídia britânica, que investigou os bastidores da vida da atleta.
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Dupla jornada e pressão
A imprensa britânica afirmou que Maddy convivia com uma forte pressão no vestiário e a jornada dupla, já que atuava também como executiva de marketing do Sheffield United. A mãe da jovem, Deborah Cusack, disse à época que a filha ganhava cerca de R$ 3 mil ao mês para defender a equipe inglesa dentro dos gramados. A família também relatou que a jogadora estava com problemas devido ao relacionamento profissional com o treinador da equipe, Jonathan Morgan.
Os relatos da família apontaram que a jogadora teve seu peso contestado e foi chamada de psicopata pelo técnico. A partir dessas informações, a Associação de Futebol da Inglaterra (FA) abriu investigação formal para apurar se a pressão no ambiente de trabalho teria sido o motivo da tragédia.

Jonathan Morgan continuou no Sheffield United até fevereiro de 2024, ou seja, cinco meses após a morte de Maddy. A imprensa inglesa apurou que a demissão aconteceu após surgirem boatos sobre o relacionamento do técnico com uma jogadora enquanto treinava o Leicester, time inglês.
A agência esportiva que gerenciava a carreira do treinador também reincidiu contrato após as denúncias de comportamento abusivo e intimidação. Morgan sempre negou os rumores. Durante o depoimento à Justiça britânica, disse que a relação com Maddy Cusack era ”normal” e negou qualquer má conduta com a jogadora.
