A classificação da Espanha para a final da Copa do Mundo rendeu uma cena de amizade: o abraço entre Jenni Hermoso e Borja Iglesas. Atletas da seleção espanhola, os dois ficaram marcados pelo caso do beijo forçado do ex-presidente da Federação Espanhola de Futebol em Jenni. Na época, as mulheres conquistaram o título do Mundial de Futebol Feminino.
O gesto entre os amigos viralizou, mas a ação vai muito além da celebração esportiva, carregando uma história de solidariedade que começou há cerca de três anos. Nas redes sociais, Jenni Hermoso fez questão de publicar o vídeo do encontro e detalhar a importância do jogador do Real Bétis em sua vida.
“Esse abraço significa muito para mim, você merece tudo de melhor neste mundo. Que orgulho viver isso, você é minha maior referência futebol”, escreveu a jogadora do Tigres, do México, que está participando da Copa do Mundo Masculina como comentarista.
Em resposta o jogador retribuiu o afeto.
“Jenni, o quanto eu te admiro, amiga. Que bonito te abraçar. Muito obrigado por ser tão maravilhosa”, escreveu Iglesas.
Amizade começou no caso Luis Rubiales
A Seleção Espanhola venceu a Copa do Mundo Feminina de 2023 e, durante a premiação, o então presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) Luis Rubiales deu um beijo forçado em Jenni Hermoso. O caso gerou repercussão mundial e se agravou após Rubiales se recursar a renunciar ao cargo durante uma Assembleia Extraordinária.
Na época, Rubiales chegou a afirmar que o beijo havia sido consentido e culpou a pressão pública a um “sensacionalismo do falso feminismo”, acusando os críticos de tentarem um “assassinato social”. Diante disso, Borja Iglesas foi um dos primeiros jogadores a se posicionar publicamente em defesa de Jenni Hermoso.
Boicote por um futebol mais justo
Borja publicou um manifesto contundente em suas redes sociais e relatou estar triste e decepcionado, destacando que achava lamentável que a Federação continuasse a pressionar uma colega de profissão. Porém, o jogador foi além de uma postagem no Instagram.
Borja Iglesas, que havia estrelado em 2022, anunciou que renunciaria à Seleção Espanhola.
“Tomei a decisão de não regressar à Seleção até que as coisas mudem e este tipo de atos não fique impune. Por um futebol mais justo, humano e digno”, declarou o atleta na ocasião.
Com a ajuda de Borja e outras vozes do esporte, uma mudança institucional foi realizada e Luis Rubiales deixou a presidência.
A postura firme de Borja e de tantas outras vozes do esporte acabou forçando uma mudança institucional, e Luis Rubiales acabou deixando a presidência da Federação de Futebol.
