No próximo domingo (9), Grêmio e Cruzeiro se enfrentam pela décima quinta rodada do Campeonato Brasileiro Feminino. Seguramente será uma partida especial para Bárbara Fonseca, que desde janeiro trabalha como executiva de futebol do clube gaúcho.
Antes disso, Bárbara foi dirigente, por um longo tempo, das Cabulosas. Ela chegou à Toca da Raposa em 2019, quando foi criado o Futebol Feminino no Cruzeiro. Assim, quando aceitou a oferta do Grêmio e encerrou o ciclo em Minas Gerais, a dirigente postou um texto emocionante nas redes sociais.
“Hoje me despeço de um lugar que foi muito mais do que trabalho. Foram 2.530 dias de amor, entrega e dedicação, de dias intensos, desafios, aprendizados e muitas conquistas. Aqui fui profundamente feliz, cresci, me transformei e construí uma parte muito importante de quem eu sou. O Cruzeiro foi vida, foi porto seguro, foi acolhimento. Foi casa. Foi onde vivi emoções que levarei para sempre no coração, onde criei laços verdadeiros e deixei um pedaço de mim em cada detalhe”.
De 2019 até setembro de 2024, Bárbara atuou como coordenadora das Cabulosas. Porém, assumiu a diretoria de Futebol Feminino após a saída de Kin Saito. Ou seja, ela foi a gestora no auge da modalidade no Cruzeiro, pois, no ano passado, o time foi vice-campeão da Série A1 do Campeonato Brasileiro e garantiu vaga na Copa Libertadores pela primeira vez.

Polêmica no Grêmio – denúncia de injúria racial
No clube gaúcho, a dirigente se envolveu em um episódio delicado. O Ministério Público do Rio Grande do Sul denunciou Bárbara Fonseca, executiva de futebol do Grêmio, por injúria racial acontecida após o GreNal, no dia 28 de março, válido pela 5ª rodada do Brasileirão Feminino.
Segundo o MP, Bárbara proferiu ofensas racistas direcionadas a um integrante de uma torcida organizada do Internacional no fim da partida realizada no Sesc Protásio Alves. Durante a investigação, foram ouvidas 11 pessoas e três teriam confirmado ter presenciado as ofensas. O clube acompanha o caso e presta apoio jurídico à executiva. Bárbara Fonseca negou a acusação:
“Convicta da realidade dos fatos e com a consciência tranquila de que a acusação imputada a mim não procede, conforme comprovado inclusive por prova testemunhal e pelas imagens do episódio, tenho certeza de que o processo irá transcorrer no rumo da verdade, assim como foi o entendimento do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, que decretou a minha absolvição do caso”, diz a nota enviada pelo clube.
Em abril, Bárbara foi denunciada em âmbito desportivo, mas foi absolvida pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

Luiza Parreiras, atual gestora das Cabulosas
Para repor a saída de Bárbara, o Cruzeiro contratou, também em janeiro, Luiza Parreiras. Advogada, com pós-graduação em Negócios no Esporte e Direito Desportivo. Também possui especializações em Gestão do Futebol pela CBF Academy e em Gestão Técnica no Futebol pela Universidade do Futebol.
Ela nasceu em Belo Horizonte e entrou no mundo do futebol em 2019 para trabalhar no América-MG como supervisora da equipe feminina. Com as Spartanas, a profissional participou, em 2020, da criação da categoria de base. Já pela equipe profissional, foi vice-campeã do Mineiro de 2019 e semifinalista do Brasileirão A2 em 2023. Assim, conquistou o acesso para a Série A1 de 2024.
A partir daí Luiza se transferiu para o Internacional e foi dirigente do clube gaúcho até aceitar a proposta para retornar ao futebol mineiro e trabalhar, pela primeira vez, nas Cabulosas.
