Faltam 342 dias para a Copa do Mundo Feminina. E o Maracanã, palco da grande final, está no centro de um impasse entre a FIFA e o Consórcio Fla-Flu, que administra o estádio. A entidade enviou um ofício ao Governo do Estado do Rio de Janeiro e pediu, dessa forma, uma intervenção para que o Consórcio cumpra as obrigações previstas em contrato. O documento foi firmado quando o Brasil foi eleito sede do torneio.

O principal ponto em debate é, portanto, o período de cessão exclusiva do Maracanã para a competição. O Consórcio também questiona as obrigações relacionadas à preservação do gramado. Além disso, as eventuais melhorias que precisarão ser feitas no estádio, também estão, desse modo, entre os pontos levantados.

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O Consórcio Fla-Flu
O Consórcio Fla-Flu, empresa formada por Flamengo e Fluminense, administra, opera e mantém o estádio do Maracanã e o ginásio do Maracanãzinho. Dessa forma, o Flamengo detém 65% de participação no consórcio, enquanto o Fluminense possui 35%. A dupla assinou um contrato de concessão por 20 anos com o Governo do Estado do Rio de Janeiro. O documento exige que o consórcio realize, portanto, pelo menos 25 partidas por ano no estádio.

Caso o Maracanã seja confirmado também como palco da abertura, além da final já garantida, Flamengo e Fluminense poderão ficar sem utilizar o estádio por até 64 dias. Por isso, a dupla tenta negociar a redução desse intervalo para minimizar, assim, os prejuízos apontados ao calendário do futebol masculino.

O Consórcio também alega que, ao cumprir as exigências da FIFA, deixará de atender, desse modo, às metas de desempenho estipuladas com o Governo. Assim, esse cenário poderá acarretar penalidades administrativas, reajustes financeiros e, portanto, queda na nota de avaliação da concessionária.
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O que alega a FIFA
No ofício encaminhado ao Governo do Rio de Janeiro em 24 de junho deste ano, a FIFA pediu que o poder público atuasse, desse modo, para garantir o cumprimento das obrigações previstas no contrato. No documento, a entidade destacou, portanto, como principais impasses o período de uso exclusivo do Maracanã, as responsabilidades pela preservação do gramado e as adaptações necessárias para receber os jogos da Copa do Mundo Feminina.

A FIFA também cobrou as adaptações necessárias para que o Maracanã receba a competição. Por isso, a entidade solicitou que as autoridades avaliem a situação e que um plano de ação para executar as melhorias previstas no contrato seja proposto. Thiago Jannuzzi, porta-voz da FIFA no caso, afirmou que as condições atuais do estádio exigirão intervenções para adequar, dessa forma, o Maracanã às exigências do torneio.

Segundo a entidade, o Consórcio Fla-Flu também questiona quem deverá arcar com os investimentos. Entretanto, a informação é de que a dupla está ciente que responde, nos anexos do contrato, como responsável pelo Maracanã. Em apuração realizada pelo GE, as obras serão divididas, portanto, entre o Governo do Estado do Rio de Janeiro e a Prefeitura do Rio de Janeiro.

Posicionamentos oficiais
O Campo Delas entrou em contato com todos os envolvidos. O Consórcio Fla-Flu não respondeu, enquanto a assessoria do Governo Estadual do Rio de Janeiro disse, portanto, que não comentaria. Assim, da mesma forma, a FIFA também não quis se pronunciar.
