Um dos principais desafios nesta edição da Libertadores é a diferença de altitude de Quito em relação aos centros de treinamento dos clubes brasileiros. Com uma diferença média de 2.105 metros, o Palmeiras compartilhou alguns dos métodos para a adaptação às condições do país e explicou como isso impacta a preparação da equipe.
Adaptação
As atividades em campo com as Palestrinas começaram no início de setembro, após o fim da participação no Campeonato Brasileiro. Desde então, o time alviverde focou não só na parte tática e física, frequentes na preparação para um campeonato de grande porte, mas também em questões de adaptação ao ambiente da Libertadores. Com sede em Quito, no Equador, capital a 2.850 metros de altitude em relação ao nível do mar, muitos aspectos do estilo de jogo e da reação de cada atleta a essa diferença são estudados e preparados pela comissão técnica do clube. A médica responsável pelas Palestrinas, Debora Reiss, detalhou um pouco de como funciona esse monitoramento com as jogadoras e os equipamentos utilizados, como o exercitador respiratório.
“Ele é um dispositivo que trabalha a força e a potência inspiratória. Então, o objetivo dele é dar força e resistência pro diafragma. Assim, as meninas ao longo de três semanas estão fazendo esse treinamento para terem uma melhor percepção de esforço aqui na altitude de Quito”, comentou Debora Reiss.
Além disso, a equipe também utiliza um oxímetro para acompanhar de perto os níveis de saturação das Palestrinas.
“O oxímetro é um aparelho digital bem comum na área médica. Ele mede a frequência cardíaca e a saturação de oxigênio. E a gente sabe que na altitude, pela pressão de oxigênio ser menor na atmosfera, a nossa saturação tende a cair. Então, a gente tem feito um controle com as meninas em momentos de repouso, às vezes durante o treino ou quando o atleta tem alguma queixa específica, a gente também avalia para ver a necessidade de tratamento para essa questão”, completou a doutora.

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Treinos
Antes da viagem para Quito, o Palmeiras também aproveitou o período de treinos para realizar três amistosos. Dois deles diante do Red Bull Bragantino e outro contra a Ferroviária, com apoio da torcida, em casa, no Estádio Nelo Bracalente, em Vinhedo. Assim, com um intervalo sem jogos, diferentemente de outras equipes brasileiras que também disputam o torneio continental, como Cruzeiro e Corinthians, o time alviverde conseguiu maior controle sobre o processo de recuperação e as datas de viagem. As Palestrinas chegaram ao Equador com dois dias de diferença em relação às Brabas e às Cabulosas.
“Eu acho que a gente focou muito, concentrou muito nesses quesitos dentro e fora de campo. A gente vem se atentando a vários detalhes. Eu acho que dessa vez a gente aumentou muito a nossa comissão para dar o suporte total pra gente. Dois analistas de desempenho, chefe de cozinha […] Então, acho que a gente vem muito preparada”, comentou a meio-campista Andressinha.

Foto: Paloma Cassiano/Palmeiras
Desfalques
No entanto, mesmo com a preparação intensa, a equipe ainda sofre com algumas questões, como o desfalque de duas atletas importantes para o elenco. A goleira Kate Tapia ficará de fora do torneio após uma suspensão disciplinar aplicada pelo Palmeiras, por descumprimento de um acordo de viagem, segundo o clube. Já Ana Guzmán rompeu o ligamento cruzado anterior no último compromisso da Colômbia na Data Fifa. Assim, a lateral ficará afastada das atividades do clube por alguns meses.

Foto: Reprodução/Instagram @guzman013_

