Gaby Soares sofreu uma grave lesão e vai desfalcar o time feminino do Cruzeiro nos próximos meses. A meio-campista rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo. A indicação para o caso é de procedimento cirúrgico, a ser realizado nos próximos dias no Hospital Orizonti, na capital mineira.
A contusão aconteceu durante o primeiro tempo do empate por 2 a 2 contra o Red Bull Bragantino, no último domingo (26), pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro Feminino. Curiosamente foi o jogo de número 50 da atleta com a camisa do Cruzeiro. O feito foi comemorado por ela nas redes sociais, com a postagem de um vídeo e a seguinte legenda:
“Muito feliz em alcançar essa marca tão especial com a camisa do Cruzeiro. Cada jogo foi vivido com muita entrega, dedicação e orgulho de defender essas cores. Gratidão a todos que fazem parte dessa caminhada comigo. Seguimos por mais, sempre em busca de coisas grandes!”
Carreira da atleta
A meia, de 31 anos, chegou às Cabulosas em setembro de 2023 e tem contrato até o fim de 2027. No período, marcou 9 gols, sendo dois no atual Brasileirão Feminino.
Porém, antes de defender o Cruzeiro, a atleta jogou no Vasco, Duque de Caxias, Flamengo, Santos, Avaí Kindermann e Real Brasília.

Mais uma vítima de “LCA”
A ruptura do ligamento cruzado anterior é uma das lesões mais temidas no futebol. No caso das mulheres, também uma das mais frequentes. Estudos apontam que jogadoras têm até seis vezes mais chances de romper o LCA em comparação com atletas homens.
A explicação envolve uma combinação de fatores. Vão desde motivos anatômicos, hormonais e biomecânicos, até as diferenças na carga de treinamento. Além das questões externas, como o desenho dos gramados e chuteiras, muitas vezes pensados para o Futebol Masculino.
Recuperação longa e desafiadora
A cirurgia é apenas o primeiro passo. A reabilitação completa pode levar de seis a nove meses. Em alguns caso até mais tempo, exigindo acompanhamento constante e adaptação gradual ao ritmo de jogo.
Por isso, cada nova lesão de LCA reacende o debate sobre prevenção, acompanhamento médico especializado e a necessidade de pesquisas mais voltadas ao corpo e às demandas do Futebol Feminino.
A própria FIFA tem financiado estudos que possam auxiliar no processo de prevenção e tratamento das tão temidas lesões. Em parceria com a Universidade de Kingston investiga se as flutuações hormonais durante os ciclos menstruais podem estar contribuindo para o aumento das lesões no joelho que ameaçam a carreira de diversas jogadoras anualmente.


