A derrota por 1 a 0 para o Palmeiras, pela quinta rodada do Paulistão F, foi decidida em um detalhe na visão da técnica Emily Lima. Após o clássico, a comandante avaliou que o Corinthians fez um jogo equilibrado, mas voltou a ser punido em uma jogada de bola parada – algo que já havia definido a eliminação da equipe para a Ferroviária na Copa do Brasil Feminina.
“Eu acredito que o jogo foi bem igual. A gente pega a porcentagem de posse de bola e ela está muito parelha no primeiro e no segundo tempo. A gente teve cinco finalizações, três no gol. Elas tiveram sete e duas no gol. Acho que foi um jogo bem parelho”, disse a comandante.
Falha do Corinthians na bola parada
Ao analisar o lance que definiu o clássico, Emily explicou que o Corinthians falhou na execução da marcação durante a cobrança de escanteio. Segundo ela, uma movimentação da equipe adversária desorganizou a estrutura defensiva e abriu espaço para a finalização.
“Infelizmente a gente sofre em dois jogos. O que foi a eliminação da Copa do Brasil? Uma bola parada, uma desatenção. Hoje aconteceu novamente“, comentou a técnica.
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Na sequência, a treinadora explicou como a jogada aconteceu e afirmou que a comissão técnica vai reforçar esse tipo de situação nos treinamentos.
“Era uma marcação zonal. A nossa jogadora acompanha, abre espaço para outra atleta atacar aquela zona. A primeira linha não consegue chegar na bola e a Ariel também não consegue chegar. Não pode acontecer, mas aconteceu. A gente tem que voltar a reforçar essa situação de bola parada”, analisou.
Planejamento do elenco para a temporada
Além da análise do clássico, a comandante também respondeu sobre o planejamento do Corinthians para o segundo semestre. Ela afirmou que mantém conversas com a diretoria sobre o elenco, principalmente por causa da sequência de competições que a equipe terá pela frente.
“Eu estou de mãos amarradas. O clube vive uma situação muito ruim. Até segunda ordem eu tenho que esperar e ficar com o elenco que nós temos”, explicou Emily.
Apesar do cenário, a comandante reforçou que confia no grupo atual e elogiou o trabalho das atletas ao longo da temporada.
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“Não é um elenco ruim, muito pelo contrário. A gente está tentando tirar o melhor desse elenco.”
Emily, porém, acredita que o Corinthians precisa ampliar as opções para enfrentar o restante do calendário, que inclui Campeonato Brasileiro, Paulistão F e Libertadores.
“Eu, em uma formação de elenco, formaria de uma forma um pouco diferente, pensando no primeiro e no segundo semestre. Hoje o futebol feminino está muito mais competitivo.”
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Cuidado com as lesões
Segundo a treinadora, a necessidade de reposições está ligada ao desgaste físico provocado pela sequência de jogos e pelo risco de novas lesões.
“Eu venho conversando quase que diariamente com a Iris, tentando solucionar isso. A gente precisa, sim, de reposição. Não digo que seja a solução dos problemas, mas pensando no segundo semestre, com lesões e muitas competições, acho que precisamos ter reposição para não deixar o elenco exposto”, continuou ela
Por fim, Emily afirmou que a comissão técnica seguirá discutindo o tema com a diretoria durante as próximas semanas.
“A gente vai continuar pedindo, vai continuar conversando com a Iris [Sesso, diretora de Futebol Feminino do Corinthians], e ela vai fazer o trabalho dela com a presidência para que a gente possa viabilizar essas contratações”, completou a técnica.

