Não é um equívoco dizer que o Brasileirão Feminino é majoritariamente sudestino. Das 18 equipes da competição, 12 delas representam a Região Sudeste. O número coloca a região como dominante, com 66% dos clubes participantes.
Equipes de outras regiões também compõem a competição. Na Região Sul, são três equipes (16%) ; no Nordeste, duas (11%); e no Centro-Oeste, uma (5%). Dessa forma, a distribuição dos times pelo país de dimensões continentais interfere na logística e no planejamento dos clubes para a temporada.
O Campo Delas fez um levantamento sobre as maiores distâncias percorridas pelas equipes do Brasileirão Feminino.

Trajetos mais distantes no Brasileirão Feminino
Juventude, Internacional, Grêmio, Mixto, Bahia e Vitória são as equipes de fora do Sudeste e que, por isso, enfrentam os trajetos mais longos para disputar o Brasileirão Feminino.
- Grêmio: Porto Alegre – Feira de Santana: 2.300 km para Salvador + 111 km de Salvador para Feira de Santana = 2.411 km. As Mosqueteiras percorreram a distância para enfrentar o Bahia na Arena Cajueiro.
- Mixto: Cuiabá – Salvador: 1.916 km. A distância foi percorrida para o jogo contra o Vitória.
- Vitória: Salvador – Porto Alegre: 2.300 km. As Leoas foram até a capital gaúcha para jogar contra o Grêmio.
Os números consideram viagens feitas em voos diretos entre os destinos. Fonte: Calculador de Distâncias.
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O que dizem os técnicos sobre as distâncias
O Grêmio saiu de Porto Alegre, fez escala em São Paulo e, da capital baiana, seguiu para Feira de Santana (BA) para a enfrentar o Bahia na 9ª rodada do Brasileirão Feminino. A técnica Jéssica de Lima falou sobre a logística da equipe nesta longa viagem.
“É uma logística muito ruim, a gente passou o dia inteiro viajando. Chegamos à noite em Feira de Santana e, assim que a partida acabar, vamos voltar. É uma situação que eu não gosto, vou falar a verdade para você. É ruim falar de calendário, mas é muito ruim. Mas, infelizmente, é ruim para mim, como é ruim para todo mundo também. Então, de qualquer maneira, não sou só eu prejudicada. Para mim, quem é prejudicada em primeiro lugar são as atletas. Eu acho que a gente expõe muito elas a lesões”, disse a treinadora.
Já na 10ª rodada do Brasileirão Feminino, o Bahia vai enfrentar o Mixto no Estádio Eurico Gaspar Dutra, em Cuiabá. O técnico Felipe Freitas falou sobre a logística para a partida e destacou que, como não há voos diretos de Salvador para o Mato Grosso, a equipe fará escala no trajeto.
“O jogo contra o Mixto é um jogo bem importante, é um jogo com uma viagem relativamente desgastante. É uma equipe que vem propondo uma característica de jogo e conseguindo bons resultados. Existe uma dificuldade muito grande porque, além do adversário, tem a parte geográfica. Normalmente, muitas equipes vêm jogar conosco e falam: ‘Nossa, que difícil, tive que fazer escala em São Paulo, tive que fazer escala em Brasília’. A gente faz escala todas as vezes. Vamos para Mato Grosso e vamos fazer escala. No ano passado, fomos para o Rio Grande do Sul duas vezes e fizemos escala. Então, você viaja oito, nove horas e enfrenta muitas dificuldades”, relatou o treinador.
