A árbitra mexicana Kátia García está fazendo história na Copa do Mundo Masculina. Na última quinta-feira (25), ela entrou em campo para e agora é a primeira mulher latino-americana a ser árbitra central em um mundial masculino.
García é a terceira mulher, na história das Copas do Mundo Masculina, a ser responsável por uma partida. Em 2026, Tori Penso inaugurou o comando de uma partida. No Mundial de 2022, no Catar, a francesa Stéphanie Frappart apitou o confronto entre Costa Rica e Alemanha.
A mexicana, de 34 anos, apitou o jogo ente Tunísia e Holanda, válido pela última rodada do Grupo F que teve a vitória da Laranja Mecânica por 3 a 1. Antes de ser a principal autoridade em campo, nesta Copa do Mundo ela também atuou como quarta árbitra em três confrontos.
Nascida na Cidade do México, capital do país, em janeiro de 1992. Fora dos gramados, Kátia García formou-se em Ciências Políticas e Administração Pública. A sua relação com o futebol começou como jogadora.
Trajetória na arbitragem
Porém, como na época o Futebol Feminino não tinha a força dos dias atuais, a mexicana mudou de rota sem sair das quatro linhas. Ingressou na arbitragem amadora em 2015, e no ano seguinte no futebol profissional.
A ascensão de Kátia García tem sido meteórica, e em 2019 passou a integrar o quadro da FIFA. Conhecida pelo posicionamento em campo, personalidade firme e controle disciplinar, a árbitra tem construído um currículo de peso.

Em 2022 ela apitou a final da Copa do Mundo Feminina Sub-17. Já em 2023 participou da Copa do Mundo Feminina e esteve presente nos torneios masculino e feminino dos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024.
Em 2024 foi ganhou o Prêmio Nacional do Esporte do México na categoria Arbitragem. No ano seguinte figurou no top 10 da lista de melhores árbitros da IFFHS, ficando com o sexto lugar. Kátia García foi a primeira mulher a apitar um jogo da Copa Ouro da Concacaf.
Vítima de machismo no futebol
Mas nem todos os capítulos da história da mexicana são bons. A árbitra já foi vítima de atitudes machistas em duas oportunidades. Na Leagues Cup, em 2025, Katia foi alvo de graves ameaças nas redes sociais após validar um gol do FC Cincinnati contra o Monterrey. García precisou de apoio jurídico da Federação Mexicana e Respaldo da FIFA e da Concacaf.
O segundo episódio aconteceu durante um jogo de ida na Liga MX, em abril de 2026. Ela expulsou o técnico Sergio Bueno, que ao sair de campo proferiu comentários misóginos contra a García. O treinador foi suspenso e multado.


