Com passagens pela Seleção Venezuelana, Michelle Romero reforça o Cruzeiro Feminino. O contrato é válido até o fim de 2027. A lateral-direita estava no Calgary Wild, do Canadá, e tem 29 anos.
Na carreira, ela também atuou em clubes no país em que nasceu e da Espanha: no Tenerife (ESP), Zaragoza (ESP), Sporting Gijón (ESP), Deportivo La Coruña (ESP), Zulia (VEN) e Deportivo Lara (VEN).
A atleta, que também joga como meia direita, disputou as duas últimas edições da Copa América Feminina, em 2022 e 2025. Na mais recente, ela foi titular nos quatro jogos da Venezuela, porém a Seleção foi eliminada ainda na fase de grupos.
Nesta janela de transferências, o Cruzeiro já oficializou as contratações de outras três jogadoras: as zagueiras Yenifer Gimenez (também da Venezuela) e Isadora Amaral (ex-Palmeiras), e da atacante Radija, que estava no América-MG há quatro temporadas.

Lesões desfalcaram o elenco
A intenção da diretoria celeste é compor rapidamente o elenco, prejudicado com as lesões de seis atletas, que tiveram ruptura de Ligamento Cruzado Anterior (LCA) no joelho, entre abril e junho de 2026. São elas as atacantes Milene Fernandes e Ravena, a meio-campista Gaby Soares, a zagueira Taianara, a lateral Laura Felipe e a zagueira Paloma Maciel.
As seis atletas passaram por cirurgia e o prazo de recuperação é longo, dura meses. Depois da derrota para o São Paulo, na última rodada, o treinador Jonas Urias desabafou na entrevista coletiva:
“As pessoas não têm ideia do quão difícil é planejar um ano, o mais importante da história do Futebol Feminino do Cruzeiro, criar imensas expectativas, formar um grupo bom, forte, com opções, versatilidade e jogadoras capazes de desequilibrar e lidar com as lesões de seis atletas que vinham sendo titulares e que sustentavam muito bem tecnicamente”.

Entretanto, mesmo com os graves problemas, o trabalho precisa seguir e gerar bons resultados. Afinal, o próximo jogo, contra o Botafogo, já será no sábado (01/08), às 15 horas (de Brasília), na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas.
Ou seja, em 2026, além do Campeonato Brasileiro Feminino, o Cruzeiro ainda disputa a inédita Copa Libertadores e o Campeonato Mineiro.
“O impacto é gigantesco e lidar com isso é dificílimo. Simples assim. Mas, temos que seguir em frente, buscar as soluções”, ponderou Jonas Urias, na mesma entrevista coletiva.
