Aos 34 anos, a defensora Jéssica Soares desembarca no Red Bull Bragantino trazendo algo que não se constrói rápido: rodagem de alto nível. Ela não é uma jovem aposta, pelo contrário, é uma jogadora formada em ambientes competitivos, acostumada a vestiários exigentes e a decisões sob pressão.
Criada em Brasília, Jéssica começou no futsal e migrou para o campo ainda adolescente. O clube que marcou sua formação foi o Minas Brasília, onde virou referência e construiu boa parte da carreira. Ali, além de jogar em alto nível, conciliou futebol e estudo. Formou-se em Direito antes de se dedicar integralmente ao esporte.
Depois, vieram passos maiores. Jéssica vestiu camisas pesadas do futebol brasileiro, como Grêmio, Ferroviária e São Paulo, acumulando experiência em projetos vencedores e elencos de ponta. Essa passagem por diferentes contextos a moldou como zagueira de leitura de jogo, posicionamento e comando de linha.
No Bragantino, a escolha foi de projeto, não de ocasião: “A estrutura que o Bragantino dá para o futebol feminino, muitos clubes da Série A não têm”, disse a jogadora, ao explicar por que aceitou o desafio. Para ela, o Massa Bruta já deixou de ser promessa: “O Bragantino já não está mais em ascensão, já é uma realidade.”
Aos 34, Jéssica não chega para aprender o caminho. Chega para organizar, orientar e sustentar. No vestiário, como voz experiente. Em campo, como zagueira que transforma potencial em consistência. “Eu não viria para cá se não acreditasse que dá para conquistar títulos”, afirmou.
Somado a zagueira, o Red Bull Bragantino tem nove reforços para esta temporada.
