A trajetória da mulher que é uma das líderes do Futebol Feminino na Argentina serve de inspiração. Betty Garcia conseguiu transformar o preconceito em legado. A ex-jogadora goleou a Inglaterra quinze antes anos de Diego Maratona marcar a história no Estádio Azteca durante a Copa do Mundo de 1986.
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Betty García, junto com um grupo de mulheres, escreveu a história da modalidade no mesmo gramado que o ídolo argentino. A figura lendária de “Las Pioneiras” e capitã da Seleção da Argentina goleou a Inglaterra por 4 a 1 no Mundial não oficial no México. A competição aconteceu em 1971.
O jornal argentino Clarín publicou uma reportagem especial destacando a trajetória histórica da ex-jogadora. Betty é a figura de resiliência contra uma sociedade que insistia que o futebol era um esporte somente para homens.
História de Betty García
Betty García é uma apaixonada por esporte e, antes de se dedicar ao futebol, praticou vôlei, basquete e atletismo. A argentina começou no Futebol Feminino em 1959, pelo All Boys. Em seguida, atuou pelo Pompeya e depois vestiu a camisa do Nacional de Montevidéu.
Na época de Betty, o Futebol Feminino sofria por outro motivo. Se atualmente a falta de investimento é um dos pesos para a modalidade, quando a jogadora atuava o preconceito era o maior desafio.

O Clarín destacou que muitas atletas foram para o Mundial não oficial, no México, sem apoio das famílias. Mas a falta de incentivo ajudava a deixar tudo mais distante. A viagem para participar do torneio foi marcada também pela falta de chuteiras, equipe médica e treinador.
Foi neste Mundial que Betty García se destacou. Diante de milhares de pessoas, no Estádio Azteca, a Argentina derrotou a Inglaterra por 4 a 1. A jogadora foi capitã da equipe e mostrou a força e a velocidade que a fizeram ser o nome de peso no Futebol Feminino. Após o feito, o dia do jogo, 21 de agosto, virou o dia da Jogadora de Futebol.
Espaço dedicado ao Futebol Feminino
Junto com outras veteranas, formou o time feminino no Racing Club, mas, a pedido do clube, tiveram que rebatizar a equipe: “La Academia”. Em 2025, Betty foi homenageada pelo Racing e, por ser torcedor fanática, disse que foi o dia mais emocionante da vida dela.
Ainda de acordo com o Clarín, Betty dirige o Las Noritas Fútbol Club desde 2017. O espaço inclusivo é dedicado para mulheres jogarem sem barreiras. Porém, a luta por melhorias segue como uma bandeira da ex-jogadora. Ela acredita que os salários e os campos precisam melhorar e que as comissões técnicas precisam de maior presença de mulheres.
Ao periódico argentino, Betty declarou que se emociona ao ver as meninas jogando. Para ela, a luta que travou há décadas não foi em vão.

