Um dos destaques da Seleção Brasileira de Futebol Feminino no FIFA Series, Tainá Maranhão marcou dois gols na competição. Filha de um jogador de futebol, a relação com esportes diversos começou em casa durante a infância.
Durante a entrevista coletiva, a atacante do Palmeiras descreveu como sua família contribuiu para que ela se tornasse uma atleta profissional.
“Eu acho que o esporte veio pra minha vida através da minha família inteira, porque a minha mãe jogou handebol, minha família toda é atleta.”
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A jornada de Tainá Maranhão no esporte
A jornada da atacante não começou no futebol. A primeira atividade esportiva que fez parte da vida da jogadora foi a ginástica. Ela contou como foi essa transição dentro do esporte.
“Ah, eu digo que foi bem maluco assim essa minha transição na minha vida, porque, como algumas pessoas sabem, grande parte da minha vida eu fiz ginástica. Eu fui ginasta e eu não tinha essa ideia de jogar bola, até porque eu não tinha conhecimento de como era a estrutura do futebol feminino. Não conhecia mesmo times de futebol feminino, principalmente em Criciúma.”
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Apesar de ter começado na ginástica, o futebol sempre fez parte da vida de Tainá Maranhão. A atleta contou que jogar futebol na rua era uma constante na sua infância.
“E eu sempre gostei de jogar bola. A minha mãe até brinca que, quando eu era mais nova, né, todas as meninas saíam porque queriam ir no shopping, queriam brincar com alguma coisa, e eu sempre tava na rua jogando bola. Então ela sabia onde me encontrar. E eu acho que essa chavinha ela virou mesmo quando eu acho que eu tava aproximadamente há uns 8 anos na ginástica e aí tinha ginástica artística e rítmica, e aí na rítmica é bola, fita e eu pegava a bola da ginástica rítmica, ficava brincando.”
A relação com o pai
Filha do ex-jogador Alex Maranhão, a atacante do Palmeiras conheceu o pai na adolescência e esta relação aflorou sua proximidade e paixão pelo futebol. Tainá conta o momento em que decidiu deixar a ginástica para se dedicar totalmente ao futebol.
“Para quem não sabe, eu conheci meu pai quando eu já era um pouco maior. Eu já tinha entre meus 10 a 13 anos, quando eu conheci meu pai. E a minha chavinha virou quando eu entrei em campo com ele pela primeira vez. Ele falou “Vamos entrar em campo”. Eu falei: “Vamos”. Quando eu entrei eu me arrepiei daí eu falei: “Pô, é isso que eu quero pra minha vida”. Eu tinha 8 anos praticando ginástica e eu falei: “vou querer largar tudo”. Então, toda minha família foi um choque para toda a minha família.”
Durante a coletiva, Tainá Maranhão falou sobre a relação com o pai, como ele compartilha as experiências adquiridas na carreira. A atacante descreveu como absorve os ensinamentos recebidos.
“Ele me mandou algumas mensagens, me desejou bom jogo, né, um bom desempenho aqui. Um dia desses, eu não lembro aonde eu fui jogar, ele falou: “Pô, já joguei aí, já treinei com um membro da comissão”. Então, é muito legal ver que isso tá passando de geração em geração, principalmente por ele ter sido treinado por algumas pessoas que também passaram pela minha vida. Eu levo isso como lição, sabe? Como tudo que eu puder extrair de melhor dessa carreira dele que foi de futebol, eu tento extrair.”
