Diovanna chegou ao Atlético-MG para a temporada de 2026 e tomou conta da lateral-esquerda. Tanto que das 14 partidas das Vingadoras na temporada, ela atuou em 12. Assim, com o moral elevado, a atleta atendeu a reportagem do Campo Delas, do iG, para uma entrevista exclusiva.
A lateral nasceu em Cabo Frio (RJ) e tem 22 anos. Iniciou na base do Botafogo, em 2019. Porém, no ano seguinte já se transferiu para o Flamengo, onde conquistou vários títulos, como a Copinha Feminina de 2023 e o Brasileiro Sub-20 de 2024.
Emprestada ao Galo neste ano, algo incomum aconteceu na vida da atleta, no mês de abril, durante um treinamento das Vingadoras na Arena MRV. Uma borboleta adentrou o estádio e pousou na mão de Diovanna. A fotógrafa do clube, Ta Santanna, registrou o momento singelo com uma bela imagem.
Portanto, na entrevista abaixo, Diovanna não só relembrou a cena, mas também destacou fatos importantes da carreira e analisou o desempenho das Vingadoras na temporada.

Adaptação ao Galo e campanha de 2026
Você participou de praticamente todos os jogos das Vingadoras na temporada. Está adaptada ao futebol mineiro, ao clube e à cidade de Belo Horizonte?
Sim, estou muito bem adaptada. Desde que cheguei fui muito bem recebida por todas as pessoas do clube, pelas minhas companheiras e pela comissão técnica. Belo Horizonte também me acolheu muito bem. O futebol mineiro tem suas características, mas me adaptei rapidamente e me sinto cada vez mais à vontade para desempenhar meu melhor dentro de campo.
O Atlético-MG está classificado na Copa do Brasil e em décimo terceiro no Campeonato Brasileiro. Poderia fazer uma avaliação desse desempenho e o que pode melhorar no segundo semestre?
Acredito que tivemos momentos positivos e outros em que poderíamos ter sido mais consistentes. A classificação na Copa do Brasil mostra a força do nosso grupo e o trabalho que vem sendo desenvolvido. No Brasileiro, sabemos que temos capacidade para estar em posições melhores. Neste segundo semestre, precisamos manter a regularidade, aproveitar melhor as oportunidades e seguir evoluindo coletivamente para alcançar nossos objetivos.

Sonho que começou na infância
Conte um pouco sobre sua trajetória até se tornar jogadora profissional. O sonho começou na infância, jogava bola em casa mesmo?
O sonho começou muito cedo. Desde criança eu gostava de jogar bola, seja na rua, na escola ou com a família. Sempre tive uma paixão muito grande pelo futebol. Passei pela base do Botafogo, onde pude desenvolver bastante meu futebol, e depois tive a oportunidade de defender o Flamengo, um clube muito importante na minha trajetória. Foram anos de muito aprendizado, dedicação e renúncias.
Quais são suas referências na posição de lateral-esquerda? Tem algum ídolo no futebol?
Procuro observar muitas atletas da minha posição para aprender e evoluir constantemente. Acompanho referências do Futebol Feminino e masculino. Acredito que podemos aprender com diferentes estilos de jogo e levar isso para dentro de campo. Hoje minha maior referência é o Nuno Mendes (da Seleção de Portugal e do PSG, da França).
Quais são suas ambições e sonhos na carreira?
Tenho muitos sonhos. Quero continuar evoluindo como atleta, conquistar títulos importantes, representar cada vez melhor os clubes por onde passar e buscar oportunidades ainda maiores na minha carreira. Também sonho em chegar à Seleção Brasileira e deixar um legado positivo através do futebol.
O episódio da borboleta: sinal de sorte?
Recentemente, uma borboleta pousou na sua mão em pleno treinamento na Arena MRV, o estádio do Galo. Como isso aconteceu? Você interpreta como um sinal de sorte?
Foi um momento curioso e muito especial. A borboleta simplesmente pousou na minha mão durante o treinamento, algo que aconteceu de forma totalmente natural. Sou extremamente ligada à natureza e fiquei muito emocionada com a situação. Gosto de enxergar esses momentos como mensagens positivas. Não sei se é exatamente um sinal, mas gosto de acreditar que coisas boas acontecem quando estamos trabalhando com dedicação e mantendo pensamentos positivos. Além disso, vejo o cuidado de Deus em cada detalhe da minha vida, e dessa vez não foi diferente.

Comandada por uma treinadora: Fabi Guedes
Como é trabalhar com a Fabi Guedes? A treinadora já está há mais de um ano no Galo.
A Fabi é uma profissional muito dedicada e que vive intensamente o dia a dia da equipe. Ela é uma pessoa que faz de tudo pela modalidade, o que é extremamente importante. Sabe cobrar quando necessário, mas também valoriza os momentos de descontração e comemoração. Isso fortalece o grupo e cria um ambiente muito saudável.
Ela nos dá a confiança de que precisamos para desenvolver nosso trabalho da melhor forma possível. Trabalhar com ela tem sido uma experiência incrível, de muito aprendizado e crescimento.
Por fim, nesses sete meses, você viveu diariamente e intensamente o Clube Atlético Mineiro. O que o Galo possui de especial, de diferente?
O Atlético-MG é um clube gigante e tem uma torcida apaixonada, que apoia em todos os momentos. O que mais me chamou atenção foi o sentimento de pertencimento que existe aqui. Todos trabalham com muita dedicação e orgulho de representar o clube. Isso faz diferença no dia a dia e ajuda a criar uma identidade muito forte dentro e fora de campo.
