O CT Rei Pelé, usado como centro de treinamento das Sereias da Vila, o Santos Feminino, seguirá com o Peixe. O terreno, pertencente à União, chegou a ter a data marcada para leilão. A acordo de uma nova concessão onerosa entre o clube e o governo federal foi assinado nesta quinta-feira (1º).
O acordo prevê que o clube possa usar o CT Rei pelé por mais 20 anos, prorrogável por outros 20. Ao novo acordo, soma-se o parcelamento em 120 meses do acumulado referente à utilização do imóvel entre 2017 e 2026. Reunião aconteceu no Palácio do Planalto, em Brasília.
“Trata-se de um dia histórico. Estávamos com uma insegurança muito grande desde 2017 em relação ao prosseguimento do grande trabalho social e de revelação de meninos e meninas que o Santos FC faz há tanto tempo no CT Rei Pelé. Sem dúvida alguma essa é uma das maiores vitórias que tivemos nos últimos anos. Só quem acompanhou de perto sabe as dificuldades que enfrentamos para manter nosso centro de treinamento. Todo santista tem motivo para festejar. A tranquilidade de mantermos o CT Rei Pelé com nosso Clube não tem preço”, afirmou o presidente Marcelo Teixeira.
“Quero agradecer a cada um daqueles que, ao longo dos últimos anos, colaboraram de alguma forma para que o desfecho fosse positivo. Especialmente pela força-tarefa realizada neste ano, quando soubemos que o CT iria a leilão e correríamos o risco de perdê-lo. Graças a esses abnegados santistas, não só evitamos que isso acontecesse como garantimos o uso da área por mais algumas décadas”, completou.
História de uma conquista do CT Rei Pelé
A área onde hoje está instalado o CT Rei Pelé estava cedida para a Autoridade Portuária de Santos até 1993. Após intenso trabalho da diretoria, à época comandada por Marcelo Teixeira, o espaço foi transferido para o Santos FC. O clube passou a utilizar o terreno, localizado no bairro Jabaquara, em 1996.
Ao longo das três últimas décadas, o Santos fez investimentos em infraestrutura no Centro de Treinamento. Entre eles alterações como hotelaria, centro de recuperação de atletas, campos defutebol, arquibancadas e estrutura das categorias de base.
Problemas com a União
As complicações começaram há quase 10 anos. Em 2017, a Superintendência do Patrimônio da União (SPU-SP) notificou o Clube sobre a necessidade da regularização de ocupação da área. A dificuldade em definir o modelo de contrapartidas que o Clube deveria oferecer, somada à burocracia, levaram ao momento mais complicado de todo o processo.
Entre 2024 e o início deste ano, a União instaurou e deu andamento à decisão de leiloar o terreno. O pregão colocaria em risco a existência do CT Rei Pelé. Mas, em junho de 2026, o Ministério Público Federal (MPF), após diversas providências legais tomada pelo Santos FC, recomendou a suspensão do leilão.
A decisão permitiu a retomada das negociações e o aprofundamento das conversas para uma solução consensual.
