O excesso de contusões similares em 2026 ligou o alerta no Cruzeiro. Afinal, somente neste ano, em um curto período de menos de dois meses, cinco atletas sofreram rompimentos de ligamentos cruzados de joelho. Segundo a Gerente de Futebol Feminino das Cabulosas não se trata de obra do acaso.
“A gente entende que não é somente uma infeliz coincidência. Exatamente pelo alto índice de lesões que a gente tem sofrido até agora. A gente tem buscado, nessas últimas semanas, levantar todos os dados que o Cruzeiro Feminino consegue ter, pensando em tecnologia, em toda a estrutura e a gente precisa utilizar tudo isso para chegar a uma conclusão do que está acontecendo”, disse Luiza Parreiras.
Portanto, segundo a dirigente, o clube não mede esforços para tentar entender o que tem contribuído para as contusões.
“É buscar informações de GPS, controle de carga, monitoramento de sono, humor, ciclo menstrual das atletas, percentual de gordura, hidratação pré e pós-jogo, todo o trabalho psicológico que é feito, trabalho de força. Todos esses dados que a gente têm, diariamente, a gente está utilizando para chegar a uma conclusão e entender as reais causas”, declarou.

5 atletas lesionadas em 2026
A primeira a se contundir foi a atacante Millene Fernandes. Em 16 de abril, o Cruzeiro informou que a atleta teria que passar por cirurgia no joelho direito. Treze dias depois, a meia Gaby Soares rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo (LCA).
No dia 22 de maio, a atacante Ravenna rompeu o ligamento cruzado do joelho direito. O menisco da atleta de 17 anos também se lesionou. Ela estava convocada para servir tanto a Seleção Brasileira principal, quanto a Sub-20.
Nesta quinta-feira (28), o clube divulgou as últimas duas contusões. A zagueira Tainara e a lateral Laura Felipe foram submetidas a exames que diagnosticaram rupturas traumáticas do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo de ambas. Tainara também tinha sido chamada para a Seleção principal.
Mulheres vítimas de “LCA”
A ruptura do ligamento cruzado anterior é uma das lesões mais temidas no futebol. No caso das mulheres, também uma das mais frequentes. Estudos apontam que jogadoras têm até seis vezes mais chances de romper o LCA em comparação com atletas homens.
Diante deste cenário, o Cruzeiro trabalha para apresentar uma forma de minimizar e reduzir as contusões do tipo na equipe feminina.
“A gente sabe que a lesão de rompimento do LCA no feminino tem maior incidência por questões fisiológicas, mas a gente trabalha para poder minimizar e reduzir. Agora a gente foi impactado por tudo isso, tem nos preocupado. O que a gente tem feito é envolver todo o departamento de futebol do Cruzeiro, o masculino e o feminino, tentando achar causas para que a gente possa implementar mudanças necessárias. No momento, a gente não tem a conclusão, mas está trabalhando para que, nas próximas semanas, consiga apresentar e falar sobre”, prometeu Luiza Parreiras.

