O Estádio de Pituaçu recebeu o lançamento da quarta edição da Copa Loreta Valadares, competição organizada pela Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb). O torneio reúne quarenta equipes de Futebol Feminino e conta com o apoio da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) e da Federação Bahiana de Futebol (FBF).
A Copa Loreta Valadares vai acontecer em Salvador e nas cidades de Governador Mangabeira e São Sebastião do Passé. Na capital, os jogos acontecerão no Estádio Manoel Barradas (Barradão) e no Estádio Deputado Galdino Leite (Vila Canária). A competição terá jogos entre os dias 21 de março e 24 de maio, sempre nos fins de semana.
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Estrutura da Copa Loreta Valadares
A competição conta com 40 equipes divididas em três categorias: quatro times na categoria sub-15, oito clubes na sub-17 e 28 equipes na categoria adulta. O lançamento da Copa Loreta Valadares aconteceu na última segunda-feira (09), no Estádio de Pituaçu. O evento contou com representantes das equipes, autoridades do poder público, imprensa, convidados do meio esportivo e atletas veteranas pioneiras na Bahia, como Aline Lima, Iara Pereira e Rosane Oliveira.

A Copa Loreta Valadares teve sua primeira edição em 2022 e foi disputada nos anos seguintes, com exceção de 2025. A coordenadora do núcleo Mais Mulheres no Esporte da Sudesb, Juliana Camões, explica a importância de dar continuidade a uma competição que fomenta o Futebol Feminino.
“Com a Loreta, percebemos as dificuldades que existem para fazer acontecer um campeonato relacionado às mulheres. A importância dessa continuidade da Loreta é gigante. Ela representa muito a partir do momento em que consegue alcançar mulheres e meninas e representar um símbolo de resistência e combate ao machismo, principalmente no âmbito do futebol.”

Quem foi Loreta Valadares
Loreta Kiefer Valadares nasceu em Porto Alegre, em 1943, filha de um judeu-alemão que veio morar no Brasil fugindo da perseguição nazista. Ainda durante a infância, mudou-se para Salvador com sua família, onde ingressou na Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
Loreta Valadares ingressou no Movimento Estudantil de Ação Popular (AP) e atuou na luta contra a Ditadura Militar. Foi presa, torturada e exilada durante o período do regime. Com a retomada da democracia, retornou para Salvador, onde foi professora da UFBA e se tornou símbolo da força e da luta feminina.
