Em 27/02/2019, o Cruzeiro anunciou a montagem da equipe feminina e apresentou atletas no Centro Olímpico da PUC Minas, em Belo Horizonte. O local abrigou os primeiros treinamentos e se tornou alojamento das atletas. Já os jogos aconteceram no Sesc Venda Nova, também na capital mineira.
O investimento inicial era de R$ 1 milhão por ano. E, logo na temporada de estreia, o time alcançou o vice-campeonato no Brasileiro Feminino A2 (o São Paulo ficou com o título). Assim, as Cabulosas garantiram acesso à elite nacional.

Grande força no estado
Também em 2019, o Cruzeiro conquistou o seu primeiro título do Campeonato Mineiro Feminino. Depois, voltou a ganhar a competição em 2023, 2024 e 2025, consolidando-se como uma potência no estado.
No último título, a equipe celeste superou o América com uma goleada por 4 a 0 no jogo de ida, no estádio Independência, em Belo Horizonte. Assim, bastou um empate por 2 a 2 na volta, na Arena Gregorão, em Contagem (MG).

2025: vice-brasileiro e vaga na Libertadores
O ano de 2025 está na história das Cabulosas. Além do título mineiro, a equipe celeste fez sua melhor campanha na elite do Brasileirão Feminino.
O time foi líder geral da primeira fase, com 11 vitórias, três empates e uma derrota, Nos mata-matas, o Cruzeiro eliminou o Red Bull Bragantino e o Palmeiras. Porém, ficou com o vice-campeonato ao perder para o Corinthians na final por 1 a 0.
No jogo de ida, na Arena Independência, 19.175 torcedores viram o empate por 2 a 2 com as Brabas. É o recorde de público em jogos de clubes do Futebol Feminino em Minas Gerais.

Com a campanha na competição, o Cruzeiro conquistou o direito de disputar, pela primeira vez na história, a Copa Libertadores. A Conmebol divulgou que a competição será disputada no Equador em 2026, entre os dias 15 e 31 de outubro.
Principais jogadoras
No Cruzeiro, quem mais entrou em campo com a camisa azul e branca é Vanessinha. A atacante chegou à Toca da Raposa no primeiro ano do projeto do time feminino, em 2019. E, desde então, disputou nada menos do que 132 partidas, balançou as redes 46 vezes e conquistou 4 Campeonatos Mineiros.

A segunda atleta que mais jogou pelo Cruzeiro é Marília: 105 vezes, com 43 gols marcados. Um deles feito na final do Campeonato Brasileiro Feminino contra o Corinthians Feminino. Ela chegou ao clube em 2021 e tem contrato até o final de 2027.

Porém, a atleta que mais se identifica com a torcida, sem dúvida alguma, é Byanca Brasil. A atacante foi contratada em 2023 e, desde então, tornou-se a maior artilheira das Cabulosas com 58 gols em 84 jogos. A camisa 10 já foi ovacionada no Mineirão, mesmo como espectadora em um clássico da equipe masculina contra o arquirrival Atlético-MG.

Jonas Urias, o maior técnico
Em termos de títulos e longevidade, o maior treinador da história do time feminino do Cruzeiro é Jonas Urias. Ele chegou ao clube em setembro de 2023. Desde então, são 75 jogos comandando as Cabulosas, com 46 vitórias, 17 empates e 12 derrotas. No período, o time marcou 216 gols e levou 64.
O técnico trabalhou pela hegemonia das Cabulosas no estado. Afinal, o clube celeste conquistou, com Jonas Urias no banco de reservas, os últimos três Campeonatos Mineiros. Além disso, conduziu a equipe ao vice-campeonato Brasileiro em 2025, perdendo o título na final para o Corinthians.

Ele nasceu em 17 de março de 1989, na cidade de São Bento do Sapucaí (SP), mas se mudou para Pindamonhangaba, também no interior paulista, nos primeiros anos de vida. Aos 19 anos, estudou na Escola de Educação Física e Esporte da USP.
Em 2010, recebeu convite para integrar o Centro Olímpico, no Futebol Feminino. Toda a comissão técnica era liderada pelo Arthur Elias, que hoje está na Seleção Brasileira. Jonas entrou como treinador do Sub-15. Em 2017, saiu de lá para assumir a equipe principal do Sport Recife, onde disputou dois Campeonatos Brasileiros.
Em 2019, recebeu o convite para comandar a Seleção Brasileira Feminina Sub-20. Foram quatro anos na Seleção, onde conquistou uma Liga Sul-Americana, um Sul-Americano e a medalha de bronze na Copa do Mundo Sub-20 em 2022, na Costa Rica — melhor resultado da história das categorias de base.
O treinador tem contrato com o Cruzeiro apenas até dezembro de 2026.
Outros treinadores

No total, 8 treinadores já passaram pelo Cruzeiro Feminino. O primeiro, inclusive um dos mais importantes, foi Hoffmann Túlio. Logo no ano da fundação, 2019, ele levou a equipe ao título do Campeonato Mineiro, de forma invicta. Ademais, o clube foi vice-campeão do Brasileiro A2, perdendo a decisão para o São Paulo, e obteve, dessa forma, o acesso para a primeira divisão nacional.
Logo que Hoffmann deixou o clube, ainda em 2019, quem assumiu foi Jorge Victor, então auxiliar técnico. A passagem dele no comando da equipe principal durou até setembro de 2020, quando foi demitido. Atualmente, Jorge Victor é o atual treinador do América Feminino.

O segundo treinador que mais disputou jogos pelo Cruzeiro Feminino é Felipe Freitas. Ele ficou à frente das Cabulosas de fevereiro de 2022 a julho de 2023 e dirigiu o time em 40 jogos. Levou o time à final do estadual em 2022 e também à classificação às quartas de final do Campeonato Brasileiro da temporada seguinte. Atualmente, ele comanda a equipe principal do Bahia.

Principais dirigentes
A maior dirigente da história do Cruzeiro Feminino é Bárbara Fonseca. Em 2019, ano da fundação do time feminino do clube mineiro, ela assumiu a coordenação da modalidade. Nesse período, era responsável por organizar a logística das competições, dar suporte às atletas e à comissão técnica, além de intermediar demandas administrativas.

A partir de setembro de 2024, foi alçada à posição de diretora de Futebol Feminino, quando Kin Saito pediu demissão do cargo. Por fim, Bárbara ficou no clube celeste até janeiro de 2026, quando aceitou uma proposta para comandar a diretoria do Grêmio Feminino.
Por sua vez, Kin Saito iniciou o trabalho na Toca da Raposa 2 em maio de 2022 e contribuiu com a ascensão das Cabulosas no cenário nacional. Naquela época, o dono da SAF Cruzeiro era o ex-jogador Ronaldo “Fenômeno”.

Porém, no início de 2024, o ex-atleta vendeu a SAF do Cruzeiro para o empresário Pedro Lourenço e, meses depois, Kin Saito acabou deixando o clube. Desde janeiro de 2025, ela é a Diretora Executiva do Departamento de Futebol Feminino da Federação Paulista de Futebol (FPF).
Em 2026, o Cruzeiro contratou uma nova gerente de Futebol Feminino. Luiza Parreiras trabalhava no Internacional desde 2024. Ela é advogada, com pós-graduação em Negócios no Esporte e Direito Desportivo. Também possui especializações em Gestão do Futebol pela CBF Academy e em Gestão Técnica no Futebol pela Universidade do Futebol.

Nasceu em Belo Horizonte e entrou no mundo do futebol em 2019 para trabalhar no América-MG como supervisora da equipe feminina.
Com as Spartanas, a profissional participou, em 2020, da criação da categoria de base. Já pela equipe profissional, foi vice-campeã do Mineiro de 2019 e semifinalista do Brasileirão A2 em 2023. Assim, conquistou o acesso para a Série A1 de 2024.
