O crescimento do Futebol Feminino europeu não acontece apenas dentro de campo. Nos últimos anos, os clubes também ampliaram e organizaram suas estruturas para acompanhar a evolução da modalidade.
Com isso, os bastidores desse cenário são apresentados no novo relatório da UEFA, ‘The European Club Talent and Competition Landscape’, referente à temporada 2025/26. A pesquisa reúne dados sobre jogadoras, comissões técnicas e estruturas das equipes no continente.
Profundidade de elenco
Um dos destaques das maiores equipes do continente, como Barcelona, Arsenal e Bayern de Munique, entre outras, é o grande número de opções dentro do elenco, colaborando para a melhor organização da equipe, além de cooperar para manter o ritmo de jogo durante a temporada.
De acordo com o relatório da UEFA, a última temporada contou com a participação de 4.400 jogadoras durante as competições nacionais, com uma média de 26,3 atletas por clube, representando um aumento de 2% em comparação à temporada anterior. Além disso, o número de substituições por partida aumentou em 0,1, com a Dinamarca e a Suíça liderando o número de trocas, com 4,5 por clube no jogo. Enquanto isso, a Noruega manteve a menor média, com 3,8 substituições por confronto.

Foto: Reprodução/Instagram @fcbfemeni
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Comissão técnica
Outro fator apresentado foi a estabilidade no comando técnico durante a temporada. Em 2025/26, os treinadores das principais ligas da Europa, como a Espanha, Itália, França, Alemanha e Inglaterra foram apontados com cargos mais estáveis em comparação ao futebol masculino.
Dessa forma, a taxa de trocas de técnico entre as ligas desses países ao longo do ano foi de 0,58, com 0,08 a menos em comparação a 2024/25, e 39% menos saídas em relação ao masculino. Além disso, os requisitos para comandar os clubes da elite da modalidade também estão se tornando mais rigorosos, exigindo uma formação superior para a comissão técnica. Atualmente, a Espanha lidera a porcentagem de treinadores com a licença UEFA Pro, com 89%, seguida da Alemanha, com 82%, e da Inglaterra, com 63%.
O relatório também destacou o número de treinadoras à frente dos clubes das principais ligas europeias. Ainda com uma grande disparidade em relação aos homens, a Inglaterra se aproxima, com 38% de técnicas. Seguida pela Alemanha, com 35%, e pela França, com 21%.

Foto: Divulgação/FIFA
Ligas e organizações
Atualmente, na Europa, existem 52 ligas nacionais profissionais, somando 134 clubes na primeira divisão das competições domésticas. Além da divisão em ligas, os clubes também são divididos pelo formato organizacional. Por exemplo, na última temporada, os clubes integrados às estruturas do masculino subiram 16% em relação a 2020, enquanto os times independentes diminuíram 5%.
De acordo com a pesquisa da entidade europeia, hoje 59% das equipes, que representam 296 clubes, são integradas, ou seja, são partes da mesma organização de futebol, como Barcelona, Arsenal e Chelsea. Já os clubes independentes, que atualmente representam 27%, com 139 clubes, são estruturas que funcionam como uma entidade própria, sem estar vinculadas a um time masculino, como o London City Lionesses e o Fortuna Hjørring (DNK).
Por fim, estão os clubes de colaboração, que mantêm uma relação com a equipe masculina. Assim, podendo compartilhar identidade visual, estádio ou até receber apoio financeiro, mas não estão necessariamente dentro da mesma estrutura administrativa, como o OL Lyonnes atualmente.


