A zagueira do Cruzeiro, Paloma Maciel, sentiu fortes dores no joelho direito após uma sessão de treinamento com a Seleção Brasileira de Futebol Feminino nesta quarta-feira (17). Após exames, foi constatado que a jogadora sofreu uma ruptura do Ligamento Cruzado Anterior (LCA), associada a lesão meniscal.
Em nota, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou o diagnóstico da zagueira do Cruzeiro. E forneceu informações sobre o tratamento em parceria com o clube da jogadora. Paloma sofreu a mesma lesão que Dudinha durante o amistoso contra o Estados Unidos
“No período da tarde, ela passou por exames que confirmaram a lesão. A atleta iniciou o tratamento junto ao Departamento Médico da Seleção Brasileira, com programação cirúrgica e continuidade do acompanhamento e monitoramento clínico em conjunto com o departamento médico de seu clube, o Cruzeiro. Paloma deve retornar a Minas Gerais nesta quinta-feira.”
Leia Também: LCA: confira a lista de jogadoras que se lesionaram em 2026
A Seleção Brasileira chegou a Itu (SP), cidade que está recebendo as atividades, neste domingo (14), e a programação vai até sábado (20). Visando à preparação para a Copa do Mundo de 2027, a equipe aproveita a pausa para o Mundial masculino para intensificar os treinos e avaliar mais jogadoras.

Casos de LCA no Cruzeiro
Paloma Maciel é a sexta atleta do Cruzeiro diagnosticada com ruptura de LCA nesta temporada. A atacante Milene Fernandes, a meio-campista Gaby Soares, a atacante Ravena, a zagueira Taianara e a lateral Laura Felipe estão tratando a lesão. Todos os casos de ruptura do Ligamento Cruzado Anterior no Cruzeiro Feminino aconteceram entre abril e junho. A gerente de Futebol Feminino das Cabulosas, Luiza Parreiras, entende que os casos não são por acaso.
“A gente entende que não é somente uma infeliz coincidência. Exatamente pelo alto índice de lesões que a gente tem sofrido até agora. A gente tem buscado, nessas últimas semanas, levantar todos os dados que o Cruzeiro Feminino consegue ter, pensando em tecnologia, em toda a estrutura, e a gente precisa utilizar tudo isso para chegar a uma conclusão do que está acontecendo”.
Mulheres vítimas de “LCA”
A ruptura do ligamento cruzado anterior é uma das lesões mais temidas no futebol. No caso das mulheres, também uma das mais frequentes. Estudos apontam que jogadoras têm até seis vezes mais chances de romper o LCA em comparação com atletas homens.Diante deste cenário, o Cruzeiro trabalha para apresentar uma forma de minimizar e reduzir as contusões do tipo na equipe feminina.
“A gente sabe que a lesão de rompimento do LCA no feminino tem maior incidência por questões fisiológicas, mas a gente trabalha para poder minimizar e reduzir. Agora a gente foi impactado por tudo isso, tem nos preocupado. O que a gente tem feito é envolver todo o departamento de futebol do Cruzeiro, o masculino e o feminino, tentando achar causas para que a gente possa implementar mudanças necessárias. No momento, a gente não tem a conclusão, mas está trabalhando para que, nas próximas semanas, consiga apresentar e falar sobre”, prometeu Luiza Parreiras.
