Desde a chegada do técnico Arthur Elias na Seleção Brasileira em 2023, o Brasil tem desenvolvido um modelo único de jogo. No comando da Amarelinha, o treinador esteve à frente de grandes conquistas como a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Paris-2024 e a Copa América de 2025.
Agora, a pouco mais de um ano, o elenco tem se mostrado renovado e pronto para um só objetivo: a Copa do Mundo de 2027.
Brasil pós-Copa de 2023
A traumática eliminação da seleção na fase de grupos expôs a dificuldade em que o elenco encontrava com Pia Sundhage. Com fortes declarações de Marta após o jogo, a diretoria decidiu dar uma nova cara ao comando técnico.
Com excepcionais números pelo Corinthians, Arthur decidiu que seria a hora de um novo capítulo em sua carreira, e em 1º de setembro de 2023, ele foi anunciado ao cargo. No período, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou o foco nos Jogos Olímpicos-2024 e na Copa de 2027, em solo brasileiro.
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Chegada de Arthur Elias e números
No primeiro dia de trabalho, Arthur já começou com grande responsabilidade: uma convocação. Na época, o Brasil teria uma pausa para a Data FIFA, porém sem jogos. Mesmo assim, ele chamou 30 jogadoras para um período de treinos na Granja Comary, entre 18 e 26 de setembro.
O jogo oficial foi acontecer somente em 28 de outubro, quando venceu o Canadá por 1 a 0 em um amistoso. Em 2023, o técnico brasileiro encerrou a temporada com 5 jogos, 3 vitórias e duas derrotas, dando início a um novo momento: a era Arthur Elias.
2024 e medalha de prata em Paris
Com uma das melhores campanhas em Jogos Olímpicos, o Brasil foi protagonista de grandes momentos em 2024. Além de chegar pela terceira vez em uma final olímpica, pode subir ao pódio e faturar a medalha de prata.
O destaque também chega por conta do grande jogo nas semifinais, quando a Seleção Brasileira venceu a grande Espanha por 4 a 2, com um elenco que possuía Marta, Lorena, Tamires, Rafaelle, Duda Sampaio, Kerolin, Gabi Nunes e Gabi Portilho.

Ainda na temporada, o elenco participou de jogos amistosos e o Brasil ganhou 3 de 4 deles, superando a Jamaica e Austrália, e empatando com a Colômbia.
Copa América em 2025
O ano de 2025 já começou um pouco mais movimentado e importante: a busca pelo nono título em dez edições da Copa América Feminina. E no dia 2 de agosto de 2025, o elenco levantou a taça de campeã.
Impulsionadas pelo bom momento da Seleção Brasileira, alguns amistosos balançaram a temporada, inclusive com grandes seleções. Com oito duelos, o Brasil venceu seis deles, sendo derrotado apenas pela França e pela Noruega.
Amistosos e FIFA Series
Neste ano, o Brasil entrou em campo logo no início do ano, mas não obteve tanto êxito igual nos últimos duelos. Nos amistosos contra Costa Rica, Venezuela e México, a seleção venceu apenas as costarriquenhas por 5 a 2, e sofreu dois revés seguidos, respectivamente.

Agora, no FIFA Series, a Amarelinha vem fazendo boa campanha. Com dois jogos e prestes a enfrentar o Canadá, a Seleção Brasileira goleou as equipes da Coreia do Sul e da Zâmbia, com mais de cinco gols.
E a Copa?
A poucos mais de um ano da Copa do Mundo de 2027, que será no Brasil, Arthur Elias falou sobre o elenco e a diferença dos demais times quando comparado.
“Na Seleção Brasileira, o que eu desenvolvi e o que eu acho que nos ajuda a ganhar uma Copa, a poder ter essa oportunidade que o Brasil nunca teve, a ter resultados como a gente tem tido, de vencer seleções que a gente nunca tinha vencido, um modelo de jogo único. No mundo, ninguém joga como a Seleção Brasileira Feminina joga. Então, sei que é difícil também até de todos compreenderem, olharem o jogo e entenderem as referências”, disse o técnico em entrevista à ESPN.
“Não entendem porque não estão habituados a assistir um futebol, um modelo de jogo como a Seleção Feminina do Brasil tem. Então, eu sei que é algo único, que a gente muitas vezes vai ter uma avaliação errada do que está acontecendo, porque existe uma lógica clara, um modelo claro, que as jogadoras se entendem muito bem, têm executado muito bem, quando executam, eu acho que é muito difícil da gente não sair vencedor de qualquer jogo. Então, é uma oportunidade que a gente tem de, sim, fazer de novo uma história com um modelo único, que de repente daqui a um tempo outros times masculinos e femininos vão usar ideias parecidas com o que a gente está usando, mas eu vejo dessa forma.”
