A Prefeitura do Rio de Janeiro lançou o projeto “Rio: capital do Futebol Feminino” e ampliou o acesso de meninas ao esporte como parte das ações do município para a Copa do Mundo Feminina de 2027. O programa começa em fevereiro e atenderá cerca de 500 alunas, entre 10 e 16 anos, em dez Vilas Olímpicas.

Formação, inclusão e legado
O secretário municipal de Esportes, Guilherme Schleder, anunciou o projeto em dezembro do ano passado, durante evento da Aliança do Esporte pela Vida das Mulheres e Crianças. Na ocasião, a Prefeitura apresentou a iniciativa como parte da política de incentivo ao Futebol Feminino e de enfrentamento à violência de gênero no esporte.
A Secretaria Municipal de Esportes vai criar núcleos de Futebol Feminino e ampliar o calendário de jogos, torneios e ligas. Além disso, o projeto dá continuidade a ações já realizadas na cidade, como a Copa Zico feminina e a Copa Delas, que integram o planejamento municipal para a modalidade.
Núcleos espalhados pela cidade
Na fase inicial, a Prefeitura vai implantar o projeto em dez Vilas Olímpicas. As atividades vão ocorrer em Pedra de Guaratiba, Santa Cruz, Padre Miguel e Deodoro. Também vão receber os núcleos Coelho Neto, Mangueira, Ilha do Governador, Vila Isabel, Complexo do Alemão e Gamboa. A Secretaria vai organizar as turmas nas categorias sub-12 e sub-16.

Referências dentro e fora de campo
A ex-jogadora da seleção brasileira Duda Luizelli vai orientar o projeto. Idealizadora do ABC da Bola, ela atua há mais de dez anos na formação cidadã por meio do futebol. Recentemente, a ex-atleta esteve envolvida no 1º Festival Feminino de Futebol de Gramado (RS), realizado em novembro do ano passado.

Além disso, cada núcleo vai contar com uma madrinha, sempre uma ex-atleta da seleção feminina. Marisa, primeira capitã da equipe nacional, e Fanta, que disputou três Copas do Mundo, serão as primeiras representantes.

A Prefeitura também vai desenvolver ações que vão além do treinamento esportivo. O projeto vai promover campanhas educativas de combate à violência e à discriminação, além de palestras, acompanhamento psicológico e atividades com as famílias das alunas. Com isso, a gestão municipal busca fortalecer as redes de apoio e proteção das participantes.

