A zagueira Leah Williamson, em coletiva de imprensa esta semana pela Seleção da Inglaterra, comentou sobre as preocupações com o calendário intenso da temporada e afirmou que não descarta a possibilidade de greve. A discussão não é novidade no cenário do futebol, diversas jogadoras já se posicionaram nos últimos anos sobre o alto número de partidas e a necessidade de mudanças no calendário.
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Calendário
Na última temporada, o Arsenal, equipe da zagueira Leah Williamson, disputou 38 partidas ao longo da temporada. No entanto, um clube que avance a todas as finais possíveis pode atingir a marca de aproximadamente 48 jogos. Além disso, somam-se a esse volume os compromissos internacionais, já que atletas da elite do futebol feminino também defendem suas seleções em torneios e amistosos, acrescentando, em média, mais 17 partidas.
“Não tive nenhuma conversa sobre isso até o momento. Mas se um grupo de pessoas sente que não está sendo ouvido, a história sugere que essa é a única maneira de serem ouvidas, então eu nunca descartaria essa possibilidade”, destacou Williamson.

Lesões
O calendário intenso tem sido apontado como um desafio que vai além do desgaste físico das atletas. A sequência elevada de partidas ao longo da temporada também estão associadas ao aumento no número de lesões.
“Não acho que as pessoas argumentem contra isso por diversão. Há razões por trás disso e, se você ouvir o grupo de jogadores, é claro que todos nós queremos jogar o tempo todo. Jogos da melhor qualidade. Mas quanto mais sucesso você tem, e este time tem tido muito sucesso, se você juntar isso com a agenda dos clubes, menos descanso você tem e maior o risco de lesões. Os fatos comprovam isso para os jogadores”, comentou a zagueira do Arsenal.



