Convidado para o Jogo das Estrelas, evento anual idealizado por Zico e que completou 21 anos em 2025, Denílson celebrou a participação inédita de duas atletas do Futebol Feminino. Pela primeira vez, Luany e Angelina foram chamadas para integrar a partida festiva.
O jogo contou com a presença de artistas na disputa preliminar e de muitos craques do passado e atuais no evento principal. Durante a chegada dos convidados, em passagem pela zona mista, o ex-jogador conversou com o Campo Delas, do Portal iG.
Presença inédita no Jogo das Estrelas
“Eu acho ótimo. Que legal ter duas atletas no meio da gente”, afirmou Denílson ao comentar a inclusão inédita das jogadoras no evento. Na avaliação do ex-jogador, a iniciativa amplia o reconhecimento do Futebol Feminino e rompe barreiras em espaços tradicionalmente ocupados apenas por homens.
Ainda durante a entrevista, Denílson resgatou o início de sua trajetória como comunicador e destacou a relação próxima que construiu com a modalidade. “Quando comecei como comentarista, fiz bastante Futebol Feminino”, disse. Segundo ele, as viagens, as concentrações e o convívio com treinadores e atletas marcaram aquele período. “Cansei de falar com a Marta, com a Cris. Isso marcou muito o meu começo”, completou.
Evolução e desafios da modalidade
Ao analisar o cenário atual, Denílson ressaltou avanços evidentes na modalidade. “O Futebol Feminino melhorou demais da época que eu comecei, em todos os sentidos”, afirmou. Ao mesmo tempo, reconheceu que o processo segue em construção. “Obviamente, falta muita coisa para acontecer, mas as pessoas envolvidas precisam olhar com ainda mais carinho.”

Para o ex-jogador, a comunicação exerce papel central nesse desenvolvimento. “Nós que trabalhamos com comunicação precisamos fomentar essa ideia de melhorar o Futebol Feminino”, destacou. Na sua visão, o crescimento acontece de forma gradual e coletiva. “É uma bola de neve. As coisas vão melhorando assim.”

Valorização além dos grandes eventos
Denílson também comentou a realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil e classificou o momento como especial. “Maravilhoso”, resumiu. No entanto, alertou para a necessidade de não restringir a visibilidade a grandes competições. “A ideia não é falar só quando chega Copa do Mundo ou Olimpíadas.”
Por fim, ele reforçou a responsabilidade diária dos comunicadores. “A nossa obrigação como comunicadores é fomentar isso todos os dias”, afirmou. Segundo Denílson, apenas uma cobertura constante garante o crescimento sustentável da modalidade. “A Copa passa, mas o Futebol Feminino precisa seguir sendo falado sempre.”
