A zagueira Mapi Léon completou 300 jogos com a camisa do Barcelona na última partida contra o Madrid CFF. Com esse marco a jogadora se consolida como uma das principais referências da equipe catalã.
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O jogo que marcou a 300° atuação da zagueira, ocorreu no último sábado (10), diante do Madrid CFF, pela Liga F. A partida terminou com o placar de 12 a 1 para o Barcelona.
Trajetória
Mapi chegou ao Barcelona em 2017, após representar o Atlético de Madrid por três temporadas. Desde o início a atleta possui uma grande identificação com o time e com a torcida.
“Esse é o apoio que recebemos dos torcedores, que, pessoalmente, me dá muita energia. Em várias ocasiões, por exemplo, pessoas me pararam na rua para dizer: obrigado, fazia muito tempo que eu não gostava tanto de ver o Barça jogar, vocês são uma fonte de orgulho.” Comentou Mapi em entrevista para o Jot Down Sport.
Defendendo o Barcelona a atleta conquistou diversos campeonatos, entre eles seis Copas de La Reina, um dos principais campeonatos da Espanha, organizado pela Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), com o formato eliminatório de mata-mata.
A zagueira também conquistou seis vezes a Liga F, primeira divisão do futebol feminino espanhol. Além disso, Mapi levantou a taça da Supercopa da Espanha cinco vezes e conquistou o torneio continental, a Champions League três vezes.

Seleção Espanhola
Mapi também representou seu país diversas passagens ao longo dos anos, e tornou-se uma peça importante para a defesa espanhola. A atleta participou de competições como a Eurocopa em 2022 e a Copa do Mundo em 2019.
Porém, em 2022, em protesto contra a gestão da Federação Espanhola de Futebol e do então técnico Jorge Vilda, Mapi foi uma das líderes do movimento que ficou conhecido como “Las 15”. As jogadoras utilizaram o movimento para denunciar problemas de tratamentos físicos, mentais e de organização dentro da seleção.
Com esse protesto, Mapi ficou afastada três anos da equipe, período em que a Espanha conquistou o título da Copa do Mundo em 2023. No entanto, na mesma competição ocorreu o escândalo de assédio do então presidente da Federação Espanhola de Futebol, Luis Rubiales, após o beijo não consentido na jogadora Jenni Hermoso durante a cerimônia de entrega da taça da Copa do Mundo de 2023.
Após a repercussão do assédio cometido por Rubiales e o boicote realizado pelas jogadoras nas convocações, a RFEF passou por mudanças, incluindo a saída de Rubiales, e anunciaram medidas com o objetivo de reconstruir a confiança e melhorar a gestão da modalidade. Dessa forma, após três anos afastada, Mapi voltou a defender seu país em 2025, pela Liga das Nações, organizada pela UEFA.
“Sinto que chegou o momento certo para mim, porque me sinto feliz. Não tenho preocupações nem um sentimento agridoce. Estou me divertindo. Eu queria muito contribuir, voltar, ajudar. E sim, é verdade que me sinto em casa.” Disse a zagueira.

