Neste domingo (19), a Seleção Masculina da Argentina vai para sua segunda final consecutiva de Copa do Mundo. Campeões em 2022, o time liderado pelo craque Lionel Messi, quer levar o time ao quarto título mundial, o segundo seguido. Primeira colocada no ranking da FIFA, a equipe de Lionel Scaloni vive seu auge recente, após a geração icônica de Diego Maradona. Entretanto, se o histórico da Seleção Masculina é vitorioso e recheado de tradição, a Seleção Feminina ainda luta para se tornar competitiva e rivalizar, dessa forma, de igual para igual com as principais seleções mundiais da modalidade.

A história da Seleção Argentina Feminina
A primeira informação que se tem sobre a Seleção Argentina Feminina, data de 1971. Nesse ano, as atletas disputaram um Mundialito no México, sendo, desse modo, as únicas representantes Sul-americanas. No torneio, a Argentina caiu num grupo com México e Inglaterra. Assim, foi derrotada por 3×1 pelo México e se classificou com uma goleada de 4×1 sobre a Inglaterra. Nas semifinais, foi derrotada por Dinamarca e Itália, por 5×0 e 4×0, respectivamente. Todavia, muitas fontes históricas declaram a primeira partida jogada pela Seleção Feminina, como a vitória sobre o Chile em um amistoso de 1993.

Em 1995 as “Albicelestes” disputaram a Copa América pela primeira vez. Foram vice-campeãs e repetiram, dessa forma, o resultado nos dois torneios seguintes. Em 2006 viveram o maior momento de sua história, afinal, foram campeãs daquele ano. A Seleção Argentina foi a primeira e única seleção a vencer a competição, que não fosse o Brasil. São oito participações no total.
Copa do Mundo, Olímpiadas e Pan-Americano
A jornada da Seleção Feminina na Copa do Mundo é modesta. A primeira classificação se concretizou em 2003. Após a estreia, “Las Cachorras” participaram, portanto, em 2007, 2019 e 2023, sendo eliminadas na fase de grupos em todas as ocasiões. Recentemente, a Argentina garantiu vaga na Copa do Mundo de 2027, que será realizada no Brasil. A participação nos Jogos Olímpicos também é discreta. Afinal, a única Olímpiada disputada pelas atletas argentinas foi em Pequim, 2008.

Nos Jogos Pan-Americanos, a equipe participou de todas as edições desde 2003. Dessa forma, a melhor campanha ocorreu em 2019, nos jogos de Lima, quando foi vice-campeã, perdendo nos pênaltis para a Colômbia. Para o mundial do próximo ano, a Argentina aposta na promissora atleta, de apenas 17 anos, Mercedes Diz. No último ranking divulgado pela FIFA, as “Albicelestes” apareceram na 30ª colocação.

O futebol de clubes no país
O Boca Juniors é o clube mais vitorioso e tradicional do Futebol Feminino Argentino e reúne a maior quantidade de títulos nacionais. A equipe costuma atuar no icônico estádio La Bombonera e também construiu uma trajetória de destaque no cenário internacional. O UAI Urquiza, sediado em Villa Lynch, na Grande Buenos Aires, se consolidou como uma das principais forças da era moderna da modalidade. O clube coleciona títulos e protagoniza disputas frequentes pelo topo com o Boca.

Um dos clubes mais populares do país, o River Plate também conta com uma estrutura forte e está entre os primeiros campeões da liga. A equipe se mantém regularmente entre os times que brigam pelas primeiras posições da tabela. Conhecido como “Las Santitas”, o San Lorenzo mantém uma trajetória historicamente competitiva. O clube conquistou recentemente o Torneio de Abertura e garantiu, portanto, vaga para a Copa Libertadores. Já o Racing Club, de Avellaneda, vem investindo fortemente no Futebol Feminino nos últimos anos. Dessa forma, a equipe tem levado grandes públicos ao principal estádio do clube e se consolidando assim, como uma das forças emergentes da modalidade.
