Vivianne Miedema, atual jogadora do Manchester City, já está projetando os próximos passos para a sua carreira. Aos 29 anos, a maior artilheira da história da seleção da Holanda aproveita a reta final do seu contrato com o clube inglês para concluir o curso da Licença A da UEFA.
Longe dos holofotes e das quatro linhas
A lesão de Ligamento Cruzado Anterior (LCA), foi um divisor de águas na carreira de Miedema, tanto física como mentalmente.
A lesão ocorreu em um jogo de Champions League, contra o Lyon, quando ela ainda era jogadora do Arsenal. Miedema caiu sozinha e teve que sair do jogo de maca.
Infelizmente, ela perdeu a Copa do Mundo de 2023, o que foi um baque duríssimo para uma jogadora que estava vivendo o seu auge, tecnicamente falando.

Longo caminho de recuperação
Após a lesão, a atacante holandesa ficou quase um ano longe dos gramados. Com esse período de descanso forçado, ela acabou indo para o caminho dos livros.
Como ela não podia estar presente no gramado, ela começou a analisar o jogo fora dele. E foi nesse período que Miedema começou a se interessar para tirar sua licença pela UEFA.

O retorno aos gramados não foi tão simples. A atleta estava sofrendo com dores no seu joelho e, no início de 2024, teve que fazer uma nova cirurgia.
Fora das quatro linhas
Miedema está concluindo o curso da licença A da UEFA, fazendo parceria com a Professional Footballers’ Association (PFA). O diferencial desse curso é que ele tem uma turma exclusivamente feminina.
Ela também concluiu uma pós-graduação em Marketing Esportivo. Isso mostra que o plano dela pode envolver cargos executivos ou de diretoria, e não apenas o banco de reservas.
Ela já havia mencionado em entrevistas que estudar a ajuda a ser uma “pessoa normal” e a lidar com a pressão.
Assim, a atacante projeta um futuro para si mesma e para as futuras atletas. Em uma entrevista para a 433womenfc, ela reforçou esse assunto. “É nossa responsabilidade agora o Futebol Feminino sair para um lugar melhor”.
Vivianne carrega a certeza de que o conhecimento é a única ferramenta capaz de blindar o Futebol Feminino contra o amadorismo. Ela não quer apenas ser uma técnica. Quer ser também uma inspiração para outras atletas. Como ela mesma define:
“Espero que parte de nós seja realmente treinadora, mas a outra parte pode ir para uma diretoria ou uma gerente geral no futebol”, disse, em entrevista pela a 433womenfc.
