Bahia e São Paulo protagonizaram um duelo movimentado na noite desta rodada do Campeonato Brasileiro Feminino. As duas equipes, que chegaram ao mata-mata na temporada passada, iniciam 2026 com a expectativa de ir ainda mais longe. E o Tricolor mostrou que entra na competição com ambição e repertório ofensivo ao vencer fora de casa. A bola rolou pontualmente às 21h, com o Bahia dando a saída.
Desfalques importantes dos dois lados
O São Paulo foi a campo sem Bia Menezes (lesão ligamentar no tornozelo), Camilinha (lesão muscular na panturrilha), Karla Alves (fratura no tornozelo), Kesia Sena (lesão no ligamento do pé), Robinha (transição pós-cirurgia de Haglund no calcâneo), Vi Amaral (fratura subcondral no joelho) e Yasmin (sinusite).
O Bahia também sofreu baixas: Vilma, Ellen, Mary Camilo e Gica (lesões no joelho), Taty Sena (lesão no braço) e Treyci, em transição.
Primeiro tempo: intensidade, alternância e oportunismo
Thiago Viana promoveu mudança estratégica importante. O treinador optou por um time mais ofensivo, deslocando Crivelari para atuar como ponta. Maricel Pereyra começou no banco, enquanto Gadú, que havia contribuído com assistência na vitória anterior, iniciou entre as titulares.
O Bahia começou mais agressivo e, nos primeiros quatro minutos, já havia conquistado escanteio e imposto pressão. O São Paulo tentou sair jogando, mas encontrou dificuldades na troca de passes. Aos 6 minutos, Isa sofreu falta em posição perigosa. Serrana cobrou direto para o gol e levou perigo real à meta de Yanne.
O jogo era franco. Aos 13, após vacilo da defesa baiana, a bola sobrou para Crivelari, que dentro da área é letal. A atacante finalizou com precisão e abriu o placar. Artilheira consolidada da competição, ela chegou aos 54 gols na história do Brasileirão Feminino.
O São Paulo passou a se fechar melhor defensivamente, mas aos 25 o Bahia reagiu. Após bela jogada individual de Dan na linha de fundo, Cássia apareceu bem no lance, deixou Carlinha para trás e empatou a partida.
Nos minutos finais, o jogo seguiu aberto. Carol Gil obrigou Yanne a boa defesa aos 42, e aos 47 Aline Milene quase marcou do meio de campo, acertando o travessão. O 1 a 1 no intervalo refletia um primeiro tempo equilibrado e de alto ritmo.
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Segundo tempo: domínio tricolor e eficiência
O São Paulo voltou sem mudanças. Já o Bahia precisou alterar ainda no intervalo: Dan, que sentia dores na lombar desde a etapa inicial, deu lugar a Aila.
Logo nos primeiros minutos, o segundo tempo mostrou que manteria a intensidade. O Tricolor iniciou pressionando e quase marcou aos 2 minutos. Bruna Calderan acertou o travessão, Gadu aproveitou o rebote, mas o gol foi anulado por impedimento. Aos 4, Serrana recebeu livre na área, mas demorou para finalizar e perdeu grande chance. Três minutos depois, voltou a levar perigo em cobrança de falta rasteira defendida por Yanne.
O volume ofensivo se transformou em vantagem aos 9 minutos. Em nova falha da defesa do Bahia, Gadu, aposta de Thiago Viana para o confronto, recebeu entre as zagueiras, conduziu até a área e finalizou deslocando Yanne. A chamada “lei da ex” entrou em ação e colocou o São Paulo novamente em vantagem.
O Tricolor seguiu empilhando oportunidades. Bruna Calderan tentou de cabeça aos 11, Aline Milene ficou cara a cara com Yanne aos 13, mas a goleira levou a melhor.
O Bahia teve dificuldades para reencontrar a posse e organizar suas ações ofensivas. O São Paulo controlou o ritmo, alternando intensidade e gestão do resultado.
Gestão física e rodagem do elenco
Na metade da etapa final, o jogo esfriou. O Bahia promoveu alterações na tentativa de reagir, enquanto Thiago Viana também mexeu pensando em controle e minutagem.
Além disso, Gadú deixou o campo após sentir dores, dando lugar a Ana Clara. Já na reta final, Crivelari e Isa foram substituídas por Pereira e Soraya, em clara estratégia de preservação e rodagem do elenco.
O apito final confirmou a vitória tricolor fora de casa, resultado que reforça a competitividade do São Paulo neste início de Brasileirão.
Por fim, com repertório ofensivo, capacidade de pressão e um elenco que consegue responder mesmo diante de desfalques relevantes, o São Paulo inicia a competição demonstrando maturidade e ambição para buscar voos mais altos em 2026.
Próximos compromissos
Após a Data FIFA, o São Paulo volta a campo no dia 14 de março, quando recebe a Ferroviária. Já o Bahia terá clássico estadual contra o Vitória, no dia 16 de março.

