O Futebol Feminino brasileiro pode estar prestes a ter mais uma treinadora mulher no plantel nacional. Tudo isso porque o Corinthians pode ter definido uma nova treinadora do time feminino para a sequência da temporada.
O nome alvo é de Emily Lima, treinadora com passagem pelo Levante, da Espanha, além das seleções brasileira, peruana e equatoriana. É ele quem deve substituir Lucas Piccinato. O treinador foi demitido no último sábado (21), após empate de 2 a 2 diante do Fluminense.
Caso a negociação avance, ela pode se tornar a primeira mulher a dirigir a equipe profissional das Brabas do Timão. A informação sobre o acerto foi dada pelos portais o Lance! e Meu Timão.
Com o nome de Emily no radar, a brasileira-portuguesa pode fazer companhia à Fabiana Guedes, do Atlético Mineiro, e Rosana Augusto, do Palmeiras, são as únicas mulheres à frente das equipes do Brasileirão Feminino de 2026.
Leia também: Ícone do Futebol Feminino, Sam Kerr completa 150 jogos pelo Chelsea
Trajetória de Emily
Ex-jogadora da seleção de Portugal, Emily tem licenças da Conmebol, PRO/CBF Academy e UEFA. Como atleta, passou por clubes como Santos e São Paulo, além de equipes da Itália e da Espanha.
Ela pode retornar ao Brasil após passagem pelo Levante, da Espanha. No futebol espanhol, enfrentou um cenário competitivo, com reformulação de elenco e pressão por resultados na Liga F.
O trabalho durou menos de dois meses. Foram 11 jogos, com um empate e dez derrotas. O desligamento ocorreu em comum acordo, em outubro de 2025. Mesmo após sua saída, a equipe segue na lanterna da competição.
Apesar da experiência recente curta na Europa, o currículo da treinadora é amplo. Em 2016, ela se tornou a primeira mulher a comandar a Seleção Brasileira Feminina. Assumiu a equipe em um momento de transição e iniciou o trabalho com sete vitórias seguidas e mudanças no modelo de jogo.
A saída gerou repercussão e manifestações públicas de apoio de atletas convocadas. Jogadoras como Andréia Rosa, Rosana Augusto, Francielle e Cristiane anunciaram aposentadoria da seleção na época.
Experiência internacional
Antes da equipe principal, Emily trabalhou nas categorias de base da Seleção Brasileira, como sub-15 e sub-17. Treinou, por exemplo, Ary Borges, quando a meia ainda atuava pelo Centro Olímpico.
No Peru, além de técnica, também foi coordenadora metodológica. Durante sua gestão, a seleção ganhou mais estrutura, com criação de um centro de treinamento voltado à modalidade e bons resultados nos Sul-Americanos de base.

