O projeto independente de Futebol Feminino do Bahia começou em 2019. Desde então, a equipe soma quatro participações no Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino Série A1. A goleira Yanne Lopes exaltou o projeto das Mulheres de Aço e destacou que a última partida simboliza a evolução da equipe.
“A gente vê muitas equipes tendo muita dificuldade de jogar contra o Palmeiras, equipes que já estão há mais tempo no futebol feminino. Então, eu tenho certeza de que o jogo foi também uma resposta de que o projeto do Bahia é um projeto que veio para ficar, é um projeto que vem em uma evolução muito grande. Se a gente pegar o histórico de confronto entre as duas equipes, só vinham os triunfos do Palmeiras, mas dessa vez a gente fez diferente, conseguiu tirar o empate. Eu tenho certeza de que, na próxima oportunidade, nós vamos conseguir sair com o triunfo.”
A goleira das Mulheres de Aço se mostrou satisfeita com o resultado apresentado pela equipe, destacou o equilíbrio da partida e a importância de somar mais um ponto no Brasileirão Feminino.
“Fizemos uma boa partida no geral. Nós sabemos da qualidade da equipe adversária. O Palmeiras é uma equipe que vem investindo bastante a cada ano. Então, é uma equipe muito forte, com peças muito importantes que hoje estão na Seleção Brasileira, e nós soubemos sofrer, soubemos controlar a nossa partida. Poderíamos ter saído daqui com um triunfo. A gente soube jogar, soube colocar a bola no chão e conseguimos sair daqui com um ponto. Acredito que foi um jogo muito equilibrado. Na minha opinião, foi um jogo muito gostoso de jogar, então também deve ter sido bem bom de assistir.”
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Arbitragem da partida entre Bahia e Palmeiras
A segunda etapa do jogo foi marcada por muitos cartões amarelos e um cartão vermelho para o preparador de goleiras do Bahia. No total, foram três cartões para o Palmeiras e seis para as jogadoras do Bahia. Yanne foi uma das advertidas e classificou a atuação da arbitragem como exagerada:
“Infelizmente, são coisas que a gente não controla, que a gente tem que aceitar. Se a arbitragem do Campeonato Brasileiro masculino já não tem um nível tão alto, infelizmente a gente sabe que, no feminino, as coisas chegam a ser um pouco piores. Mas eu acho que, mesmo com essa dificuldade que nós tivemos de realmente levar muitos amarelos, eu achei um pouco exagerado, mas a gente não tem muito o que fazer. Então, eu tenho certeza de que as coisas vão melhorar, tanto no futebol feminino quanto na arbitragem.”
