Felipe Freitas, técnico do Bahia - Fotos: Catarina Brandão/EC Bahia
Durante a nona rodada do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino, o Bahia empatou em 0 a 0 com o Palmeiras. Com o resultado, as equipes se mantiveram na mesma posição na tabela da competição. O técnico das Mulheres de Aço, Felipe Freitas, descreveu como projetou a equipe para o confronto.
“O primeiro tempo foi um jogo bem interessante. As duas equipes fizeram seis finalizações, sendo que o Bahia conseguiu duas finalizações para o gol. O Palmeiras começa o segundo tempo com algumas mudanças, a estratégia se perde um pouquinho e a gente não consegue ter uma força ofensiva na parte final do jogo. Mas a proposta foi muito clara: a gente veio aqui para, quando tivesse posse de bola, jogar, e a gente consegue. Inclusive, uma das bolas em que a gente fica cara a cara com o gol é uma progressão apoiada muito boa.”
O técnico das Mulheres de Aço fez um paralelo com as outras partidas disputadas pela equipe, destacou a derrota para o Grêmio e pontuou o equilíbrio apresentado diante do Palmeiras.
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“A gente teve um jogo anterior muito fora da curva, para baixo, daquilo que a gente tem feito. Eu falei com elas que considero aquele jogo como uma oscilação, que é natural acontecer. Mas nós viemos de cinco triunfos e de outros dois jogos que, embora tenhamos perdido, foram partidas em que duelamos, assim como contra o Palmeiras, que é uma equipe muito forte, talvez uma das que mais investiram nos últimos três anos, com atletas de grande calibre. A gente veio para jogar de igual para igual.”
Bahia X Palmeiras pelo Brasileirão Feminino 2026 – Fotos: Catarina Brandão/EC Bahia
Sistema defensivo das Mulheres de Aço
Das nove partidas disputadas no Brasileirão Feminino, o Bahia sofreu gols em oito delas. A equipe tem a sexta defesa mais vazada da competição, com 12 gols sofridos. A partida contra o Palmeiras foi a primeira em que a equipe não sofreu gols.
“Na parte defensiva, a gente teve uma solidez muito boa. No primeiro tempo, a Dan, junto com a Aila, conseguiu fazer uma dobra em cima da Maranhão e neutralizá-la muito bem. Já no segundo tempo, a gente ajusta: sobe a Dan, entram a Isa e a Mila, e conseguimos manter isso. Treinamos esse comportamento já no lado esquerdo, pois havia uma dúvida entre Coutinho ou a Emily cair por lá. Nós sabíamos que haveria esse apoio”, descreveu o técnico.
Felipe Freitas também explicou como o sistema ofensivo do Bahia se comportou na partida, destacou a importância do empate que, em sua visão, foi positivo. E projetou a sequência da equipe na competição.
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“Na parte ofensiva, quando a gente saía apoiado e conseguia fazer as ações, ou o Palmeiras matava a jogada, principalmente no segundo tempo, nas transições, ou então a gente se precipitava um pouco. Em algumas das vezes em que a gente chegava bem ao terço final, faltava um peso maior, e isso passa por alguns aspectos. Tivemos um jogo duro, com um tempo de recuperação menor, comparado, por exemplo, ao próprio Palmeiras. Então, eu acho que esse resultado traz coisas positivas. Eles vêm lutando há anos seguidos no topo da tabela. Nós também estamos nessa disputa. É a primeira vez que o Bahia não perde para o Palmeiras, e é importante salientar como um resultado bem positivo.”
Maria Vitória Pires é jornalista formada pela Universidade Católica de Salvador, apaixonada por futebol, pelo nordeste e boas histórias. No Campo Delas do iG escreve sobre as equipes de Futebol Feminino do Bahia e Vitória.