Ano após ano, o projeto de Futebol Feminino da Ferroviária segue competitivo e lutando por títulos em todas as competições. Em 2025 não foi difrente. Apesar da equipe masculina ser rebaixada à Série C do Campeonato Brasileiro, em contrapartida, as Guerreiras Grenás echegaram em todos os torneios. Com isso, levaram o nome do clube no mais alto nível dentro da modalidade. Portanto, isto vem demonstrando a independência do feminino com o masculino.
Planejamento com a base

Um dos principais fatos que fazem a Ferroviária seguir competitiva é ter uma categoria de base forte. A diretoria de futebol do clube, Nuty Silveira, afirmou que parte do investimento é voltado à formação das atletas, visando o futuro da modalidade.
“É um trabalho constante. Olhando para o mercado e o que os projetos oferecem para as categorias de base, nós entendemos que somos um dos mais robustos, que mais investe na procura e na retenção destas atletas. Nós tivemos a abertura da nossa escolinha, que é para atletas de 8 a 13 anos. Temos a partir da categoria sub-13 até o sub-20. Então, neste quesito temos todas as categorias e conseguimos fazer o processo de desenvolvimento delas. Claro que tem algumas exceções que vão pular alguma etapa, mas temos um trabalho muito forte. Parte do nosso investimento é voltado à categoria de formação, porque nós entendemos que esse vai ser o futuro, não só da Ferroviária, mas também da modalidade”, falou.
Organização dentro do clube

Diferente de muitos projetos que dependem do futebol masculino, na Ferroviária isto não acontece. Na ativa de 2001, a modalidade feminina se organizou para ter seus próprios investimentos e fluxo de caixa. Com isso, a influência de sucesso ou não da equipe masculina, é mínima para o feminino.
“Nós temos um planejamento muit claro e um entendimento muito claro que, tanto o departamento masculino quanto o feminino, pelo menos aqui dentro da Ferroviária, é que cada um procure seus investimentos. Para que de fato ninguém fique dependendo de uma categoria ou outra., se vai ter um acesso ou descenso, para que a gente possa ter um planejamento. Faz alguns anos que estruturamos nosso departamento tendo seus próprios patrocinadores, seu próprio fluxo de caixa, para que a gente possa seguir fazendo os contratos longos, seguir desenvolvendo o que a gente acha que é importante e que cada um tenha sua questão quanto a negócio. O que a gente vem traçando e vem dando muito certo, é que futebol masculino tenha seus patrocínio, o feminino tenha os seus e assim cada um pode seguir fazendo seus planejamentos. A existência da Ferroviária é desde 2001 e não é a toa. Isso faz com que, de fato, a gente possa seguir com nosso planejamento. Essa liberdade de tomada de decisão, se dá por conta dessa organização que temos dentro do clube”, declarou Nuty.
Ano das Guerreiras

A temporada 2025 da Ferroviária foi de altos baixos. Teve um início de ano promissor no Brasileirão, mas perdeu fôlego e acabou classificando apenas em 5º lugar. Na pausa para a Copa América, mudança de comando. Saiu Jéssica de Lima e chegou Leonardo Mendes. Com isso, o time voltou a ser competitivo. Porém, apesar de atuar melhor que o São Paulo, acabou caindo nas quartas da competição nacional. O clube foi vice da Copa do Brasil e ficou nas semifinais do Paulista, perdendo para o Palmeiras em ambas ocasiões. Na Copa Libertadores, a Locomotiva acabou em terceiro lugar.



