O gol é um dos momentos centrais da partida e ao longo dos anos as comemorações passaram a representar não só a euforia de marcar e ajudar o time, mas também uma forma de expressão. As celebrações são uma forma de refletir a identidade das atletas e também servir como espaço para manifestações sociais e protestos.
Leia também: Estilo, identidade e atitude: os cabelos do Futebol Feminino
Alex Morgan
A atacante estadunidense, Alex Morgan consagrou a sua famosa comemoração, simbolizando beber um chá na semifinal da Copa do Mundo 2019, contra a Inglaterra. No entanto, parte da torcida inglesa reagiu negativamente ao gesto, interpretando como provocativo, uma vez que o chá é um elemento culturalmente associado ao país.
Às vésperas da final, Alex declarou que o gesto não teve como objetivo provocar a torcida. A atleta também destacou as diferenças das cobranças no futebol feminino.
“Minha comemoração foi, na verdade, mais no sentido de ‘that’s the tea’, que significa contar uma história ou espalhar uma notícia. A Sophie Turner faz isso com frequência, ela é uma das minhas atrizes favoritas, então não foi, de forma alguma, uma provocação à Inglaterra. Em segundo lugar, sinto que existe uma espécie de padrão duplo para mulheres no esporte, como se elas precisassem ser humildes e comemorar, mas não demais; fazer algo, porém sempre de forma limitada.” Disse a Alex Morgan em entrevista pelo The Guardian.

Sam Kerr
A australiana Sam Kerr é uma das principais atacantes do futebol feminino mundial. A capitã da seleção australiana também joga para o Chelsea FC, time que conquistou cinco títulos da Women Super League (WSL), a liga inglesa de futebol.
Sua comemoração ganhou notoriedade pela dificuldade de execução e pela repetição ao longo da carreira.

Bia Zaneratto
A atacante brasileira Bia Zaneratto tornou sua comemoração conhecida no futebol feminino. Inspirada em Cristiano Ronaldo, a jogadora adaptou ao seu próprio estilo.
A atleta é a segunda maior artilheira da história do Palmeiras, durante a sua passagem pelo time marcou 55 gols em 83 jogos. Atualmente Zaneratto defende o time estadunidense KC Current e foi nomeada como MVP, seleção feita das melhores jogadoras da temporada pela liga dos Estados Unidos, a NWSL.

Marta
A única atleta a ganhar como melhor do mundo seis vezes, mantém celebrações marcadas por gestos simples e direcionados à torcida. Porém na Copa do Mundo em 2019, a atleta utilizou a sua chuteira para se posicionar sobre a desigualdade dos patrocínios e condições oferecidas para o futebol feminino.

Megan Rapinoe
Megan Rapinoe construiu uma carreira de destaque, com dois títulos da copa do mundo e considerada em 2019 como a melhor jogadora do mundo pelo prêmio da FIFA, The Best.
Sua comemoração ficou marcada pela postura de braços abertos, recorrente em momentos de destaque da carreira.

Chloe Kelly
A atacante inglesa, duas vezes campeã da Eurocopa, ficou conhecida pela sua celebração girando a camisa acima da cabeça. O gesto de euforia teve um grande impacto cultural. De acordo com a apuração do Peleja, as buscas por sutiãs esportivos de futebol aumentaram 1.590% após a comemoração de Chloe Kelly.
Além disso, a atleta voltou a viralizar nas redes sociais durante a Eurocopa de 2025, pois seu estilo único de cobrança de pênalti, que chegou a 110 km/h, sendo considerado uma das cobranças mais rápidas da história.

