Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
Concordo
Campo Delas
  • Últimas notícias
  • Tabelas
    • Classificação
      • Brasileiro Série A 2026
      • Libertadores
      • Campeonato Paulista
    • Artilharia
      • Artilharia – Libertadores
      • Artilharia – Brasileiro Série A
      • Artilharia – Campeonato Paulista
  • Seleção Brasileira
    • Seleção Principal
    • Seleções de Base
  • TimesTimes
    sao-paulo
    Corinthians_2024_Q4ahot4
    Atlético MG
    bahia
    Santos
    gremio
    Palmeiras
    fluminense
    download
    cruzeiro_2021
    bragantino
    Vitória
    Ferroviaria_Araraquara
    Botafogo
    America-MG-branco
    Flamengo-2018
    Mixto Esporte Clube
    internacional
Pesquisar...
Campo delas Campo delas
Times
  • Últimas notícias
  • Classificação
    • Brasileiro Série A
    • Libertadores
    • Paulista
  • Artilharia
    • Brasileiro Série A
    • Libertadores
    • Paulista
  • Seleção Brasileira
    • Seleção Principal
    • Seleções de Base
  • Times
sao-paulo
Corinthians_2024_Q4ahot4
Atlético MG
bahia
Santos
gremio
Palmeiras
fluminense
download
cruzeiro_2021
bragantino
Vitória
Ferroviaria_Araraquara
Botafogo
America-MG-branco
Flamengo-2018
Mixto Esporte Clube
internacional
© 2026 - Elas no Jogo
Home » Últimas notícias » Relatório da Fifa destaca disparidade salarial no Futebol Feminino
Direto ao Ponto

Relatório da Fifa destaca disparidade salarial no Futebol Feminino

Íris Araújo
9 meses atrás
7 Min de Leitura
Compartilhe
Foto: Flickr/CBF

O Relatório de Benchmarking do Futebol Feminino 2025, divulgado pela Fifa, escancara o quanto o futebol feminino ainda luta contra a desigualdade financeira, estrutural e de visibilidade. O estudo mostra que, apesar dos avanços recentes, as jogadoras continuam muito longe de desfrutar das mesmas condições que os homens no esporte mais popular do mundo.

Salários que não garantem sustento

De acordo com o relatório, o ganho médio anual de uma jogadora profissional é de apenas US$ 10.900 (cerca de R$ 62 mil por ano, ou R$ 5,1 mil por mês). Esse valor, segundo a própria Fifa, é puxado para cima pelos clubes de elite da Europa e dos Estados Unidos — o que indica que a realidade da maioria das atletas é ainda mais dura.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Nos clubes de nível 1, que reúnem as 41 principais equipes do planeta, o salário médio é de US$ 24.030 por temporada. Mesmo assim, apenas 16 clubes pagam mais de US$ 50 mil anuais, e o teto salarial, mesmo nos casos mais altos, chega a US$ 120 mil por ano — valor considerado modesto diante dos milhões movimentados no futebol masculino.

A discrepância é ainda mais gritante nas divisões inferiores:

Leia Também:

Exclusiva: técnico Caio Couto analisa derrota do Santos Feminino

Brena fecha Copa do Brasil como artilheira do Palmeiras; veja quem marcou na campanha

FIFA celebra contagem regressiva para a Copa do Mundo Feminina de 2027

  • Nível 2: média de US$ 4.361 anuais;

  • Nível 3: apenas US$ 2.805 anuais — o que equivale a cerca de R$ 1.300 por mês, menos que um salário-mínimo no Brasil.

“As jogadoras precisam atingir determinado nível para conseguir um salário suficiente para apenas jogar”, afirma o relatório. “Caso contrário, seguem dependentes de outras fontes de renda para sobreviver.”

Contratos curtos e instabilidade profissional

Além dos baixos salários, a estabilidade também é um luxo restrito a poucas. Enquanto clubes de elite firmam contratos entre um e três anos, times de níveis inferiores chegam a oferecer vínculos de menos de três meses.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Essa rotatividade impede que muitas atletas se estabeleçam profissionalmente e dificulta o desenvolvimento de uma carreira sólida.

“Um contrato mais longo permite que as jogadoras se comprometam com o clube e a cidade, proporcionando mais estabilidade para que se concentrem em sua carreira no futebol”, diz o documento.

Leia mais:

  • Brasileirão Feminino 2025 tem quebra de recorde com arrecadação

  • Janela de transferências no futebol feminino bate recorde

  • Eurocopa Feminina tem recorde de público na fase de grupos

Público nos estádios: avanços pontuais, mas realidade distante

A desigualdade também se reflete nas arquibancadas. O relatório mostra que, embora o interesse pelo futebol feminino esteja crescendo, os números ainda estão longe dos padrões masculinos.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O recorde da temporada 2023/24 foi registrado na Inglaterra, quando o Arsenal recebeu o Manchester United diante de 60.160 torcedores no Emirates Stadium. Mas essa ainda é uma exceção: a média de público global nos campeonatos femininos de elite foi de 1.713 pessoas por jogo.

Nos níveis 2 e 3, a média cai drasticamente para 480 e 380 torcedores, respectivamente.
Mesmo clubes de alto nível, como o Arsenal, mandam a maior parte das partidas em estádios menores. Na temporada passada, apenas 23% dos times jogaram ocasionalmente em arenas principais — no caso do Arsenal, foram cinco partidas no Emirates, e o restante no Meadow Park, com capacidade para 4.500 pessoas.

Apoio à saúde feminina

No geral, 52% dos clubes avaliaram o estado de saúde das jogadoras , incluindo histórico menstrual e uso de contraceptivos hormonais.
Um dado interessante é que, em 2024, o AC Milan tornou-se o primeiro clube da Europa a garantir a renovação de contrato para jogadoras que engravidarem no último ano de seus contratos. As jogadoras também receberão auxílio com os cuidados dos filhos durante as atividades esportivas e apoio com passagens aéreas, hospedagem e outras despesas de viagem para os filhos da jogadora que engravidou ou que é a única responsável legal, além de um acompanhante.

Representatividade ainda é um desafio

Outro dado que chama atenção é o número reduzido de mulheres em cargos de comando. Apenas 22% dos times contam com treinadoras principais, mostrando que o próprio futebol feminino ainda é dominado por homens.

A arbitragem é o setor mais equilibrado: 42% dos oficiais de campo são mulheres — um avanço, mas que ainda revela desigualdade em níveis inferiores (57% no nível 1, contra 25% nos níveis 2 e 3).

Avanços, mas um longo caminho pela frente

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, reconheceu que, embora o crescimento do futebol feminino seja “notável”, ainda há “muito trabalho a ser feito para desbloquear todo o potencial do esporte”.

O relatório é um alerta sobre o impacto que investimento desigual e falta de estrutura profissional exercem sobre o desenvolvimento do futebol feminino. Salários baixos, contratos curtos e pouca visibilidade pública continuam sendo barreiras para que jogadoras consigam se dedicar exclusivamente à carreira.

Enquanto isso, clubes e federações buscam equilibrar orçamentos, ampliar o calendário de competições e aumentar a cobertura midiática — fatores fundamentais para transformar o cenário e garantir que o talento feminino tenha o mesmo valor dentro e fora de campo.

Metodologia

A pesquisa foi realizada com 135 ligas e 1.518 clubes de diferentes países. Desse total, 90 ligas e 677 clubes enviaram respostas completas. Para definir o nível de cada competição, a FIFA considerou critérios como:

  • sistema de licenciamento dos clubes;

  • número de jogadoras que disputaram a Copa do Mundo de 2023;

  • orçamento médio das equipes participantes.

TAGGED:futebol feminino
Compartilhe
Facebook Whatsapp Whatsapp
Íris Araújo
PorÍris Araújo
Follow:
Íris Araújo cursa jornalismo na Faculdade São Francisco de Assis. No Campo Delas, escreve sobre o dia a dia do São Paulo Futebol Clube. Além disso, participa de projetos que falam sobre futebol no geral. Sua grande paixão além do esporte, é contar histórias que tragam a paixão pelo que faz.
Anterior Exclusiva: “Foguetinho”, do Galo, é artilheira dos clássicos em MG
Próximo Botafogo recebe projeto e reforça ações de representatividade
Nenhum comentário Nenhum comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas

Argentina: enquanto os homens reinam no topo, as mulheres ainda lutam por espaço
Melvine Malard é anunciada como novo reforço do Chelsea
Thiago Viana analisa derrota do São Paulo no Choque-Rainha
Últimas notícias
  • Mais seguida: Alisha Lehmann retorna ao Leicester após férias
  • Mais uma: joia canadense sofre lesão de LCA e está fora da temporada na NWSL
  • De virada, Fluminense vence Cruzeiro e avança na Copa do Brasil
  • Ana Flávia retorna aos gramados após lesão e participa de clássico
  • Exclusivo: diretor do Atlético-MG revela planejamento do Feminino

Você pode Gostar

Educadora física, advogada e capitã do Bragantino, conheça Stella

Advogada, professora e “youtuber”: hoje é capitã do Bragantino

Por Aline Campanhã
12 meses atrás

Jogadora do Newcastle anuncia gravidez do primeiro filho

Por Roberta Moussa
3 semanas atrás

Apresentado, técnico Leonardo Mendes afirma estar feliz em voltar pra casa: “Sangue grená”

Por Jonatan Dutra
1 ano atrás
Campo delas logo
Campo Delas - Futebol Feminino

© Copyright 2026, Campo Delas    

Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?