2026 é um ano especial para o Cruzeiro. Afinal, tanto o time masculino, quanto o feminino vão disputar a Copa Libertadores da América. Se, entre os homens, a equipe celeste faturou as edições de 1976 e 1997, as Cabulosas se classificaram pela primeira vez, na história, para a principal competição do continente. Corinthians e Palmeiras são os outros dois times femininos que representam o Brasil.
Porém, apesar da ansiedade da torcida, o técnico Jonas Urias admitiu que ainda não tem o foco no torneio. É que a edição ainda não tem nem sede definida e está prevista pela Conmebol para acontecer apenas no final do ano, como destacou o comandante, em entrevista exclusiva ao Campo Delas, do iG.
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“O formato da Libertadores, no feminino, nos direciona para um lugar de cautela, no sentido de preparação. A gente vai jogar a Libertadores, mas ela é distante. Está prevista para a segunda quinzena de outubro. Então, quantas águas vão rolar ainda, nos rios desse Futebol Feminino brasileiro, até lá…”
Brasileirão e Copa do Brasil preparam o time para a Libertadores

Nesta temporada, além da Libertadores, o Cruzeiro disputa também o Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil e o Campeonato Mineiro. Inclusive, na próxima segunda-feira (23), as Cabulosas encaram o Santos pela segunda rodada do Brasileirão Feminino.
“Foco total no Campeonato Brasileiro. Obviamente, a gente ficou muito frustrado com a campanha relâmpago na Copa do Brasil no ano passado (o Cruzeiro foi eliminado nos pênaltis pelo Corinthians, na estreia). A gente quer, independente do adversário que a gente for enfrentar, conseguir fazer uma grande Copa do Brasil também. Para que, quando a gente chegue na Libertadores, a gente consiga virar a chave. Então, se a gente estiver preparado para disputar um Campeonato Brasileiro e uma Copa do Brasil de alto nível, a gente vai estar preparado para jogar uma Libertadores de alto nível”, disse Jonas.
Desafios na Libertadores

Apesar de a competição só acontecer no segundo semestre, o treinador já prevê alguns desafios que as Cabulosas vão enfrentar na competição. Um deles é o desgaste gerado pelo excesso de jogos.
“Nível de cansaço e saturação da temporada. Vai ser uma temporada que, se o Cruzeiro chegar em todos os jogos finais, será um número recorde de partidas. Seguramente, superior a 10, a 12 jogos do que foi no ano passado. Isso pode ser um desafio: a gestão da carga de temporada desse elenco e como gerenciar isso até lá”.
Outro ponto de preocupação é o nível de estrutura que a Conmebol vai oferecer para a competição.
“É sempre uma questão, né? Todo ano nós nos deparamos com críticas sobre estrutura, qualidade dos campos, enfim, da infraestrutura geral da competição”.
Por fim, Jonas Urias confidenciou que a falta de conhecimento de alguns dos adversários também podem atrapalhar o Cruzeiro na competição internacional.
“Todo ano, na Libertadores, tem algum time que ninguém conhecia, não sabia que tinha aquela qualidade. E, quando você vê, está em uma quartas de final, uma semifinal batendo de frente. Então, que a gente busque se cercar ao máximo possível para não sermos surpreendidos. Mas, nem sempre é possível por limitações de transmissões, de acesso a informações do Futebol Feminino Sul-americano ainda, né?”
