O Cruzeiro apresentou oficialmente a nova mascote do time feminino celeste. A “Cabulosa” literalmente entrou em campo antes da partida contra o América-MG pelo Campeonato Brasileiro Feminino, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG), nesta sexta-feira (8).
A personagem inclusive estreou dando sorte ao Cruzeiro, que não vencia há 4 rodadas na competição. No clássico, a equipe goleou o adversário por 4 a 0, com gols de Gisseli, Marília, Leticia e Ketlin.
No gramado estavam também os outros dois mascotes do clube, o Raposão e o Raposinho, que tradicionalmente acompanham as partidas da equipe masculina, há anos.

Em entrevista coletiva, após o clássico, o técnico Jonas Urias comemorou o “reforço” da mascote.
“Extraordinário. Isso é Cruzeiro, né? A primeira coisa é agradecer os responsáveis, equipe de marketing, presidente, para ter esse nível de carinho com o Futebol Feminino. Não é só o respeito para trazer o que precisa, mas é pensar como pode ser maior, né? É um marco para a nossa modalidade no país. E um marco aqui dentro”.
Camisa de número 180

O anúncio da criação da mascote foi feito bem antes, em janeiro de 2025. Mas só agora a personagem ganhou vida. A “Cabulosa” carrega na camiseta o número 180, o telefone da Central de Atendimento à Mulher — um serviço gratuito, confidencial e de utilidade pública no país.
O canal é utilizado para denunciar casos de violência contra a mulher, além de acolher, orientar e fornecer informações sobre direitos legais, funcionando 24 horas por dia.
Portanto, uma iniciativa que reforça o compromisso do clube com a responsabilidade social, além de manter viva a paixão dos torcedores.
A raposa como mascote

A Raposa se tornou mascote oficial do Cruzeiro graças ao chargista e professor Fernando Pieruccetti, conhecido como Mangabeira, em 1945. Ele interpretou que características como a astúcia e a rapidez do animal seriam comparáveis ao estilo do então presidente do clube celeste, Mario Grosso, conhecido pela sua esperteza nas negociações de jogadores.
Mangabeira também foi o “pai” dos mascotes do Atlético e do América, criando para cada clube um animal como símbolo. No caso, o Galo e o Coelho.
